Incêndio destrói parte do velódromo olímpico do Rio
A queda de um balão teria provocado as chamas, que tiveram início de madrugada. Ninguém se feriu
Um incêndio de proporções ainda não definidas e que não deixou nenhuma pessoa ferida destruiu parte do telhado do velódromo olímpico do Rio de Janeiro, o equipamento menos usado, cuja construção mais atrasou e um dos mais caros entre os disponibilizados para os Jogos Olímpicos de 2016 na cidade.
O incêndio começou por volta da 1h deste domingo, a apenas seis dias da comemoração do primeiro aniversário da cerimônia de abertura da Rio 2016, e foi atribuído pelas autoridades à queda de um balão, cujo uso é proibido no país.
Os bombeiros informaram que foram necessárias pelo menos duas horas para controlar as chamas. Por volta das 8h, eles ainda trabalhavam para apagar as brasas e retirar os escombros da estrutura, localizada na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
O ministro dos Esportes, Leonardo Picciani, lamentou a tragédia em uma nota, mas não fez nenhuma menção aos prejuízos causados pelo incêndio, pois, além dos danos visíveis no telhado, não se sabe, ainda, se a pista, as arquibancadas e a própria estrutura de sustentação foram atingidas ou não.
“Aguardamos e confiamos na investigação das causas e na punição dos envolvidos nessa destruição de, mais do que um bem público, um equipamento da comunidade. Depois da perícia dos bombeiros, avaliaremos os prejuízos e as medidas a serem adotadas para a recuperação desse importante bem nacional”, acrescentou.
O velódromo, uma das estruturas que integram o Parque Olímpico do Rio de Janeiro e que conta com uma pista de madeira especial que faz dela uma das mais rápidas do mundo, foi usado para as competições de ciclismo de pista nos Jogos Olímpicos de agosto do ano passado, mas, desde então, não foi praticamente aproveitado.
O velódromo, que custou 143 milhões de reais, foi inaugurado em junho do ano passado, com seis meses de atraso, tendo sido a última das obras da Rio 2016 entregues pela prefeitura.
Apesar de ser pouco utilizada, a manutenção dessa estrutura tem um custo anual de cerca de 11 milhões de reais, por causa da delicadeza de sua pista, que obriga a que se use ar condicionado diariamente.
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