Raio Vallecano

Elenco do Betis denuncia “linchamento” de Zozulya

Atleta não pode deixar o Rayo Vallecano e treinará no Betis mesmo estando emprestado ao time de Madri

Joaquín lê um comunicado com todo o elenco do Betis.
Joaquín lê um comunicado com todo o elenco do Betis.PACO PUENTES

Roman Zozulya descansa em sua casa de Sevilha. Depois dos acontecimentos registrados com sua contratação pelo Rayo Vallecano, o jogador voltou no meio da madrugada para Sevilla, bastante abalado com tudo o que aconteceu. A decisão foi tomada com autorização do Rayo e consentimento do Real Betis, clube com o qual tem contrato até dezembro de 2019. A equipe da Andaluzia decidiu que Zozulya pegará vários dias de folga e esclareceu em nota a sua posição em relação aos acontecimentos. O Betis confirma que, enquanto a situação do atacante não for resolvida, Zozulya treinará no Betis. A nota deixa claro, porém, que o ucraniano é jogador do Rayo, ao qual foi emprestado, para todos os efeitos, até 30 de junho.

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O Betis lamentou o que aconteceu com o jogador no centro esportivo do Rayo e o fato de o impedirem de exercer o seu trabalho profissional. Ao mesmo tempo, o clube andaluz decidiu prestar apoio incondicional ao atleta. “O Real-Betis - a começar pelos atletas do time - vem testemunhar o comportamento exemplar do jogador desde que chegou ao nosso clube e expressa seu integral apoio a Roman Zozulya e sua família em um momento extremamente difícil para qualquer profissional”, afirma a nota divulgada pela equipe andaluza.

Os departamentos jurídicos dos dois clubes estudam a situação e a possibilidade, também, de pedir que a Liga de Futebol Profissional e a Federação Espanhola tomem uma medica excepcional que permita uma nova inscrição do jogador se houver uma nova proposta para ele. Zozulya esgotou o número de inscrições possíveis para uma mesma temporada, que são três (Dnipro, Betis e Rayo), e, caso o clube de Madri mantenha a sua posição de não utilizar o atleta por causa da pressão de seus torcedores, ele não poderia atuar como profissional antes da próxima temporada.

“Zozulya ficou com medo”, admite seu agente, José Lorenzo, depois do que aconteceu com a torcida organizada do Rayo no centro de treinamento da equipe madrilense. “O importante era tirá-lo dali. Agora estamos estudando todas as possibilidades existentes em seu contrato. Para todos os efeitos, o atleta é jogador do Rayo até o próximo dia 30 de junho”, acrescentou o representante do atacante ucraniano.

O elenco do Betis compareceu inteiro na sala de imprensa do estádio Benito Villamarín, e um de seus capitães, Joaquín Sánchez, leu uma nota de apoio ao colega. “Manifestamos nossa indignação em relação ao ocorrido com nosso colega Zozulya. Roman foi submetido a um linchamento público e seu comportamento até aqui tem sido irreprochável. Tudo se deve a uma informação equivocada de quando ele chegou ao Betis”, afirmou o ala do Bétis na nota.

“A situação foi de extrema gravidade. Sabemos que a AFE está trabalhando no caso e pedimos às entidades esportivas do país que garantam a segurança do nosso companheiro e que lhe seja garantido também o direito de exercer sua profissão. Isso pode acontecer com qualquer colega. Somos todos Zozulya”, afirmou o capitão do Betis, cujo discurso foi apoiado também pelo treinador do time, Víctor Sánches del Amo.

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