10 campanhas contra a violência machista que te farão refletir

Hoje é o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. Reunimos vários anúncios que denunciam os maus-tratos e pretendem acabar com esta chaga social

10 campanhas contra a violência machista que te farão refletir

25 de novembro. Neste ano novamente se celebra (que palavra tão pouco adequada neste contexto) o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. Por todas as mulheres do mundo que sofreram e sofrem agressões físicas, sexuais e psicológicas nas mãos de homens, reunimos dez  campanhas que lembram a importância de lutar contra esta chaga social até conseguir sua erradicação.

 

1. “Beat me”, a poderosa mensagem das mulheres paquistanesas

Há alguns dias, a ONU Mulheres Paquistão lançou uma poderosa campanha protagonizada por várias celebridades do país (cantoras, atrizes, esportistas...) que, em menos de um minuto, enviam uma potente mensagem contra a violência machista. “Paradoxalmente, a campanha apresenta mulheres que pedem aos homens que batam ou as derrotem (num trocadilho, já que em inglês beat pode significar bater no sentido de espancar ou de derrotar), mas naquilo em que são boas. Tem como objetivo inspirar as mulheres a reafirmar que são mais fortes do que são levadas a crer e romper a percepção de que uma mulher é fraca, transformando-as em pessoas “invencíveis” (unbeatable em inglês)”, explica a ONU Mulheres Paquistão em sua página na Internet. Uma mensagem especialmente importante em um país no qual ainda se debate se os homens têm direito a bater ou não nas suas esposas.

 

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2. “Dia de puta boa gostosa diga como se chama para poder te pedir aos reis

“Eliminar a violência machista é uma luta de todos os dias” é a mensagem da campanha da Prefeitura de Madri para este 25 de novembro. A Direção Geral da Igualdade e da Mídia e a agência de publicidade Kitchen idealizaram uma série de cartazes, pulseiras, adesivos e buttons com frases que denunciam a violência sexual que as mulheres sofrem. Riscando várias palavras sobre um fundo branco simples consegue mudar o significado de diferentes mensagens: de “dia em que estava bêbada e deixei que fizessem tudo no aniversário” a simplesmente “dia de aniversário”. Levando em conta que na Espanha uma mulher é estuprada a cada oito horas, de acordo com dados do Ministério do Interior, é fundamental chamar a atenção para a cultura da violação e da culpabilização da vítima em uma campanha como esta.

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3. #TheDress: por que é difícil vê-lo preto e azul

O vestido mais viral de 2015 (e provavelmente de todos os tempos) serviu como gancho para essa campanha do Exército da Salvação sul-africano (confissão evangélica muito mais conhecida por seu trabalho de caridade). Sob o lema #StopAbuseAgainstWomen ("paremos o abuso contra as mulheres"), a ONG enviou por Twitter no ano passado uma imagem de uma mulher usando o famoso vestido e cheia de hematomas. Ao lado dela é possível ler: "Por que é tão difícil vê-lo preto e azul? A única ilusão é pensar que a escolha é sua. Uma dessas seis mulheres é vítima de abuso. Paremos o maltrato contra as mulheres". A campanha foi muito aplaudida nas redes sociais por sua criatividade. Levando em conta que na África do Sul a cada seis horas uma mulher morre nas mãos de seu parceiro (de acordo com dados da ONU), este é o verdadeiro #thedress que deveria se tornar viral.

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4. O cartaz que mostra a realidade quando ninguém está olhando

A Anistia Internacional concebeu uma das campanhas mais surpreendentes e criativas da lista. A organização instalou em Hamburgo (Alemanha) o primeiro cartaz que responde aos olhares. Quando ninguém presta atenção, a imagem instalada em marquises da cidade mostra um homem espancando uma mulher. No entanto, quando o sensor detecta qualquer olhar, o mesmo casal aparece sorrindo. Uma ideia brilhante para lembrar que, quando ninguém está olhando, esse vizinho que sempre nos cumprimenta de manhã pode ser um agressor.

 

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5. “Paradise Hill", uma mesa quebrada no paraíso de luxo

Nunca uma revista de decoração escondeu uma mensagem tão importante. A publicação de arquitetura e interiores da Nova Zelândia, Home, denunciou a violência de gênero nas classes altas do país. Com o título Paradise Hill, a revista de luxo apresentava uma mansão de sonho com fotos tão atraentes como as de qualquer reportagem. No entanto, após a imagem de uma fachada imponente apareciam outras fotos da casa com pequenos detalhes tão tontos como: uma mancha de sangue nas escadas, uma cadeira caída e um prato quebrado no meio da sala ou uma mesa quebrada no meio de uma sala luxuosa. No final da reportagem, a publicação esclarecia tudo: "A violência doméstica pode acontecer em qualquer casa. Apenas no ano passado, a polícia fez mais de 100.000 investigações de violência de gênero em todos os tipos de bairros do país e esses são apenas os incidentes que conhecemos. Se você suspeita que alguém em sua comunidade esteja sofrendo violência, por favor, não ignore. Não importa em que rua você vive, a violência não é algo correto". A campanha foi criada em colaboração com a agência FCB New Zealand para denunciar que 26% das mulheres que vivem em uma casa com renda familiar de mais de 100.000 dólares por ano sofreram violência física ou sexual por parte de seu parceiro, do mesmo modo que sofreram uma em quatro mulheres com ensino superior.

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6. A violência machista NÃO é apenas física

Esta campanha da Kafa, uma associação libanesa que defende os direitos femininos e luta contra a exploração e o tráfico de mulheres, denuncia que os insultos, humilhações e a zombaria também são a violência de gênero. Nas imagens, os protagonistas mostram cicatrizes em forma do espectro do som e são acompanhadas por palavras como "puta" ou "cadela". Que ninguém se esqueça que essa forma de violência, mais frequente e menos visível do que a física, também deve ser erradicada.

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7. "Vermelho estupro" e "verde sepultura", os tons Pantone do abuso

Em 2012, a agência francesa BETC e a associação pelos direitos das mulheres francesas Ni Putes Ni Soumises (nem putas nem submissas) criaram essa campanha para marcar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher daquele ano. As imagens mostram vários hematomas rotulados como se fossem cores Pantone. "Vermelho estupro" ou "Verde sepultura" são alguns dos tons que podem ser lidos acompanhando o nome da vítima e as datas de seu nascimento e morte. Uma denúncia muito explícita (e visualmente impactante) contra a violência machista.

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8. "Não é hora de alguém gritar ‘corta'?"

Em 2009, a atriz Keira Knightley protagonizou um curta do diretor Joe Wright (Orgulho e Preconceito) para conscientizar os britânicos (e o mundo inteiro) sobre o maltrato. No clipe, a atriz recebe uma surra violenta de seu parceiro na ficção. "Não é hora de que alguém grite 'corta’?", aparece no final do arrepiante curta-metragem. O anúncio foi financiado pela fundação britânica Women’s Aid e divulgado nas salas de cinemas do Reino Unido.

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9. Comeram perdizes e viveram...

Em 2014, a Noruega se unia à luta contra a violência de gênero com uma campanha muito simples, mas eficaz. Duas imagens mostrando que por trás da aparente normalidade e felicidade de um casal recém-casado pode estar escondida a opressão da mulher por parte de seu marido assim como episódios de agressões físicas e psicológicas.

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10. É preciso abrir a porta antes que seja fechada pela polícia

Vimos infinitas fotos e postais de portas. Mas nenhuma como essa. Todas estão fechadas com a clássica fita usada pela polícia quando investiga um assassinato: as moradoras dessas casas foram assassinadas por seus parceiros. O artista alemão Ralph Burkhardt é o autor da ideia que faz parte de um projeto contra a violência machista impulsionado pela ONU em 2011.

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