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Avianca denuncia perseguição de um caça venezuelano durante um voo a Caracas

A companhia suspendeu indefinidamente os voos para esse destino, além de desviar outras rotas

Avião Boeing 787.
Avião Boeing 787.AVIANCA.

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Na noite de sexta-feira, a tripulação de um Boeing 787 da Avianca que fazia a rota Madri-Bogotá avisou a torre de controle da capital colombiana sobre a presença de um avião militar venezuelano que estava em seu trajeto quando sobrevoava o espaço aéreo desse país. Embora o fato não tenha causado nenhum prejuízo aos passageiros, a companhia aérea suspendeu as suas rotas para Venezuela e desviou as que normalmente passam por lá. Caracas disse que vai investigar o incidente.

A proximidade do outro aparelho, que foi constante durante pelo menos 20 minutos, foi tal que chegou a ativar o sistema TCAS (de alerta de tráfego e anticolisão), disseram ao EL PAÍS fontes da Avianca, que também informaram que desde o momento do incidente avisaram o Governo colombiano sobre a situação para que seja esclarecida com o país vizinho.

Embora o incidente não tenha tido consequências para os 248 passageiros, que aterrissaram em Bogotá no horário previsto, a Avianca decidiu cancelar indefinidamente todos os seus voos de e para Caracas. Foram suspensos os que estavam programados para sair no sábado de Bogotá (dois voos), os que sairiam da capital venezuelana (outros dois) e um de ida e volta Lima-Caracas. Além disso, as rotas que cruzam o céu venezuelano serão desviadas para evitar voar sobre o país vizinho até que se tenha uma resposta ao que aconteceu nesta sexta-feira, quando apesar de o plano de voo da rota entre a capital espanhola e Bogotá ter sido aprovado pelas autoridades aeronáuticas desse país, foi objeto de interdição.

O ministro da Defesa Luis Carlos Villegas confirmou que conversou com seu colega venezuelano, o general Vladimir Padrino, de quem recebeu a decisão de investigar as causas do incidente, sobre o qual também falaram a chanceler colombiana María Ángela Holguín e Delcy Rodríguez, chanceler da Venezuela, em uma conversa da qual participou o presidente desse país, Nicolás Maduro, que ordenou uma investigação a fundo.

Até agora, a Venezuela indicou que se tratava de uma aeronave militar em missão de navegação e reiterou que serão agilizadas as comunicações entre os sistemas de alerta precoce dos dois países. Enquanto isso, o Ministério da Defesa da Colômbia enviou nas últimas horas a informação do que aconteceu à Direção de soberania do Ministério das Relações Exteriores para que sejam oficialmente solicitadas à Venezuela as explicações correspondentes.

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