Trump sobe o tom contra Clinton sobre racismo e a vincula a ex-membro do KKK

Republicano insiste na defesa de um muro na fronteira com o México e um sistema de controle de vistos

Trump, durante sua intervenção em Dê Moines. Reuters-Quality

O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, retomou o discurso de máxima rigidez contra a imigração. Não só reiterou a sua proposta de construção de um muro entre o México e os Estados Unidos, como também afirmou que, se eleito, as deportações dos “imigrantes criminosos” terão início logo no “primeiro dia” de seu mandato. “No primeiro dia, começarei a deportar imediatamente os imigrantes ilegais e criminosos deste país, incluindo as centenas de milhares de imigrantes ilegais criminosos que foram soltos nas diferentes comunidades dos Estados Unidos sob o Governo Obama-Clinton”, afirmou Trump diante de seus apoiadores em Des Moines (Iowa).

Depois de uma semana em que os meios de comunicação dos EUA indicavam a possibilidade de o candidato republicano ter abrandado o seu discurso contra a imigração, Trump retomou os seus princípios mais duros e até mesmo zombou daqueles que haviam aventado um comedimento de sua parte. “Não entenderam nada, como sempre”, afirmou Trump ao The Wall Street Journal.

Pouco antes de discursar em Iowa, Trump voltou a fazer, no Twitter, uma vinculação entre a candidata democrata, Hillary Clinton, e o movimento suprematista Ku Klux Klan (KKK). O candidato mencionou no seu perfil um tuíte de Lynette Hardaway e Rochelle Richardson (@DiamondandSilk), duas apoiadoras bastante presentes em seus comícios. Na mensagem, Hardaway e Richardson afirmam que a “estelionatária” Clinton está “desesperada” e se esquece de que seu mentor foi membro da KKK.

Segundo a CNN, o tuíte em questão se refere a Robert Byrd, ex-senador democrata em West Virginia, sobre o qual, por ocasião de sua morte, em 2010, Clinton afirmou ter sido “seu amigo e mentor”. Byrd admitira ter sido membro da KKK, mas também dissera que isso havia sido um “erro” de sua parte.

Nesta semana, Trump adotou um comportamento ambíguo em relação ao tema central de sua campanha eleitoral. Em entrevista na televisão, afirmou que não intencionava deportar os imigrantes sem documentos. Mas alguns dias depois, voltou ao assunto dizendo que “se os deportasse, isso seria um grande acontecimento”.

“Vou erguer um grande muro na fronteira, criar uma agência para checar os vistos e instituir um sistema de acompanhamento para impedir que estes deixem de ser revisados quando o seu prazo expira”, acrescentou. Vestindo um boné de beisebol branco, o magnata acrescentou: “Se não fizermos com que as datas de vencimento dos vistos sejam respeitadas, então teremos uma fronteira aberta. Simples assim”.

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