Ryan Lochte assume toda culpa por “exagerar” farsa sobre assalto no Rio

Nadador afirma que agiu com imaturidade durante uma maratona de desculpas pelas redes de TV

O nadador Ryan Lochte;
O nadador Ryan Lochte; AFP

O nadador norte-americano Ryan Lochte afirmou estar “arrependido” por ter “exagerado” a farsa sobre o suposto assalto sofrido com três outros nadadores durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Por isso, disse estar disposto a assumir total responsabilidade por seu ato de imaturidade. “Se não houvesse exagerado ao contar a história [à polícia] ou tivesse contado tudo, isso não teria acontecido, fui imaturo”, disse em entrevista à TV Globo, em Nova York, e também à rede norte-americana NBC.

Lochte admitiu que, na noite do suposto assalto, que na verdade foi inventado, “estava bêbado” e voltando de uma festa com Gunnar Bentz, Jack Conger e James Feigen, todos da equipe olímpica de natação dos Estados Unidos. O episódio, que envergonhou o esporte olímpico dos EUA, obrigou o nadador a fazer uma maratona de pedidos de desculpas pela mídia.

“Estou assumindo total responsabilidade pelos fatos, por ter exagerado demais esta história. Se não tivesse feito isso, não estaria nessa confusão”, disse Lochte em entrevista à NBC, que será transmitida na íntegra neste domingo. “Desculpe, não vai acontecer novamente.”

Lochte, durante entrevista à rede Globo. Reuters-Quality

Lochte já havia pedido desculpas por ter contado a mentira de que haviam sido assaltados à mão armada, quando ele e outros nadadores retornavam à Vila Olímpica depois de uma noitada. “Deixei algumas coisas de fora e outras contei de forma muito exagerada.”

Após o incidente, Lochte pôde voar aos Estados Unidos, mas Bentz, Conger e Feigen foram obrigados a permanecer no Brasil, com o passaporte confiscado pelo juiz. “Deixei minha equipe lá”, lamentou.

Também reconheceu que, como afirmou à polícia do Rio de Janeiro, ao chegar em um táxi a um posto de gasolina a caminho da Vila Olímpica, foi até o banheiro, onde causou danos em uma atitude que não soube explicar.

Além disso, como disse à polícia, afirmou que os responsáveis pela segurança do posto de gasolina apontaram uma arma e os fizeram sentar no chão. Acrescentou, no entanto, que tiveram que “lhes dar dinheiro” para poder ir embora.

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