terremoto no equador

Chega a 507 o número de mortos por terremoto no Equador

Autoridades do país andino avaliam que a reconstrução das áreas afetadas custará bilhões de dólares

Uma câmera de televisão grava um edifício desmoronado pelo terremoto em Guayaquil. FOTO: REUTERS | VÍDEO: EL PAÍS-QUALITY (reuters_live)

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O número de mortos pelo terremoto de sábado à noite no Equador subiu para pelo menos 507, disseram autoridades nesta segunda-feira. O país amanheceu sob a urgência de localizar os desaparecidos e de atender às primeiras necessidades dos desabrigados. O tremor, de magnitude 7,8, deixou também mais de 2.000 feridos. As demonstrações de solidariedade das primeiras 24 horas dão lugar agora às remessas de provisões e de equipes de resgate. A União Europeia liberou um milhão de euros (cerca de 4 milhões de reais) em ajuda emergencial às vítimas. Pelo menos 230 tremores secundários já foram registrados, com magnitudes entre 3,5 a 6,1. O Governo equatoriano calcula que serão necessários bilhões de dólares para reconstruir as áreas atingidas.

Embora não haja uma cifra oficial de afetados, a Cruz Vermelha calcula que entre 70.000 e 100.000 pessoas precisarão de algum tipo de assistência, e entre 3.000 e 5.000 estão desabrigadas. Mais de 800 voluntários e agentes da Cruz Vermelha Equatoriana estão realizando operações de busca, resgate e desocupação nas comunidades afetadas, além de prestar serviços de ambulância, primeiros socorros e atendimento médico e psicossocial. A previsão é de que as maiores necessidades sejam de acesso a produtos de primeira necessidade, água potável, saneamento, alojamento e mantimentos, embora a Cruz Vermelha Espanhola acredite que o nível das necessidades humanitárias aumentará à medida que os agentes tenham acesso a mais zonas e transmitam novas informações. O sismo, que durou quase um minuto, teve seu epicentro na costa da província de Esmeraldas, perto da localidade de Muisne, no norte do país, mas também chegou a ser bastante sentido em Quito e Guayaquil, as duas maiores cidades do Equador.

Na noite do domingo, o presidente Rafael Correa já alertou que o número de vítimas mortais subiria “de forma considerável” à medida que forem sendo encontrados os corpos de pessoas ainda soterradas.

Enquanto isso, a ajuda internacional não para de chegar. Um avião da Força Aérea Espanhola decolou nesta segunda-feira da base aérea de Torrejón de Ardoz, perto de Madri, com destino ao Equador, levando 39 militares e uma equipe de oito bombeiros da Comunidade de Madri.

A chefa da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, afirmou antes de uma reunião com ministros do bloco em Luxemburgo que foram mobilizados todos os esforços para apoiar as autoridades equatorianas, e que os ministros da UE analisariam a situação no país andino. Mogherini já anunciou no domingo a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, a pedido das Nações Unidas, “para contribuir com ajuda dos especialistas”.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) fez um apelo para doações no valor de um milhão de dólares (3,6 milhões de reais) para ajudar as vítimas do terremoto. O Governo da China também ofereceu o envio de assistência humanitária se o Equador solicitar.