TERREMOTO NO EQUADOR

Uma centena de detentos aproveita o caos do terremoto para fugir

Autoridades recapturaram 30 fugitivos, outros voltaram por vontade própria

Imagem da destruição em Manta, Manabí (Equador).
Imagem da destruição em Manta, Manabí (Equador).ARIEL OCHOA (AFP)

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O panorama em Manabí, a província do Equador mais afetada pelo forte terremoto na noite de sábado, está tão devastado que até alguns dos fugitivos de um presídio decidiram voltar à penitenciária por vontade própria.

A ministra da Justiça, Ledy Zúñiga, confirmou que cerca de 100 presidiários fugiram do Centro de Reabilitação Social – como são chamados os presídios estatais – El Rodeo, aproveitando os danos provocados pelo sismo na infraestrutura da penitenciária. As autoridades ainda estão verificando a identidade dos foragidos.

A prisão se encontra na cidade de Portoviejo, uma das mais afetadas da província de Manabí, região em que há cidades inteiras arruinadas e onde, segundo o último boletim oficial, mais de 200 pessoas – 238 confirmadas – morreram em consequência do terremoto de 7,8 na escala Richter.

Os detentos aproveitaram a queda de parte das paredes internas do centro penitenciário e do muro para escapar. Segundo Zúñiga, pelo menos 30 já foram recapturados pelas autoridades, alguns se entregaram espontaneamente.

A comunicação rodoviária com Portoviejo permaneceu cortada a noite toda e a região está inacessível devido ao colapso das estradas. Os ônibus interprovinciais que ligam a Guayaquil, principal cidade litorânea e segunda maior do país, depois da capital Quito, chegam só até os arredores da capital manabita. Os desmoronamentos e danos na cidade impedem o acesso e complicam os trabalhos de resgate.

A ministra da Justiça informou que não houve mais casos de fuga em outros presídios do país. Também não há mortos nem feridos graves entre os detentos. Uma mulher fraturou um braço na casa de detenção de El Rodeio, onde ocorreu a fuga. Por precaução, foram suspensas as atividades no presídio e as visitas de familiares ou amigos.