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Izabella Teixeira: “O acidente de Mariana está vivo”

Governo ainda cobra plano de recuperação da empresa Samarco para a bacia do Rio Doce

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, não se contém quando o assunto é o desastre ambiental em Mariana (MG). Quando indagada pelo EL PAÍS sobre o assunto, ficou quase 30 minutos falando sem parar. A maior parte do tempo, Teixeira criticou a empresa Samarco, a mineradora responsável pela barragem que estourou no município mineiro e causou ao menos 17 mortes por conta de um tsunami de lama que varreu parte do município, contaminou a bacia do Rio Doce e poluiu o mar.

Bombeiros em Mariana no dia 8 de novembro.
Bombeiros em Mariana no dia 8 de novembro. EFE

“O acidente ainda está vivo. Não terminou. É preciso fazer uma intervenção de recuperação da bacia”, afirma. Segundo a ministra, uma das principais falhas da empresa é não ser clara quanto aos procedimentos que serão adotados em seu plano de recuperação de toda a bacia, que passa por quase 20 municípios até chegar ao mar. “Apresentaram um documento pífio ao IBAMA e o juiz mandou refazer. Nos próximos dias deverão apresentar outro. Tem laudo técnico bom, vamos fazer, se não, vai ter de ficar bom”, diz.

Desde o rompimento da barragem, em 5 de novembro, o IBAMA já emitiu 37 notificações contra a Samarco e a multou em 250 milhões de reais. O governo federal ainda coordena um grupo de trabalho para discutir ações locais no sentido de mitigar os efeitos da lama. Paralelamente o Ministério Público e os órgãos ambientais investigam as falhas da Samarco, mas ninguém foi punido criminalmente até o momento. Considerado o maior acidente ambiental do país, Mariana, na visão da ministra, “é, em si um problema de dimensão monumental”.

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