Manifestações contra Dilma em Brasília, neste domingo.UESLEI MARCELINO (REUTERS)
Manifestações que pedem o impeachment de Dilma Rousseff voltaram às ruas dias após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aceitar o pedido contra a presidenta. Os protestos ocorreram em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro e em outras capitais do país, convocados pelo Movimento Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre e Revoltados On Line, em atos batizados de “Esquenta para o impeachment”.
Protesto anti-Dilma na avenida Paulista coincidiu com o 3º Encontro de Marombas, que acontece ao lado do carro do Movimento Brasil Livre, em frente ao MASP. Foto: Gustavo Moniz
Os manifestantes já começam a se dispersar da avenida Paulista neste momento, 16h58. O protesto de hoje durou menos que os anteriores. Apesar de cheio, a multidão era menor que das outras vezes.
Para Solange Trujilo, que esteve em todas as manifestações em 2015 na Paulista, a de hoje foi a menor feita: "É a terceira que eu venho e só está diminuindo. No começo o pessoal vinha na empolgação. Hoje é muito mais fácil protestar no Facebook do que vir pra cá".
Tanto Rogério Chequer, do Vem pra Rua, quanto Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre, fizeram questão de tentar desvincular o pedido do impeachment da atuação de Cunha: "O impeachment não é do Cunha e não é golpe, ele é nosso!", gritou Chequer.
O empresário Wagner Martinez levou um pau de selfie (escondido na foto) para registrar a manifestação. Crítico de Dilma, Temer e Cunha, ele acredita que o TSE irá cassar a presidenta e seu vice, o que provocaria novas eleições. "Cunha é um bandido", afirma.
O deputado Major Olímpio (PDT-SP), que integra a chapa eleita para a comissão da Câmara que analisará o pedido de impeachment, defendeu na Paulista o afastamento de Dilma "se não pelas pedaladas, pelo mensalão e pelo petrolão".
Tanto o Vem pra Rua quanto o Movimento Brasil Livre defenderam, na Paulista, que a população pressione os deputados federais do Estado para que tomem posição com relação ao impeachment. Um balão com o rosto do parlamentar Celso Russomano foi colocado ao lado do de Dilma.
O senador José Serra (PSDB-SP) discursou no carro do Vem pra Rua. Sem citar a palavra impeachment, ele disse que "o país precisa de uma solução democrática e responsável". Se por um lado os tucanos da Câmara apoiam o afastamento, Serra tem sido cauteloso ao abordar o tema.
A deputada Mara Gabrilli, do PSDB, na Paulista: "Fico honrada e feliz de ver nosso povo na rua. O Brasil não é do PT. Estamos aqui para mostrar que temos esperança. Viva o povo brasileiro. Sim pelo impeachment."
Em seu discurso, Hélio Bicudo disse ainda que "a mudança que queremos será alcançada com base na Constituição". Segundo o jurista, "o PT traiu a confiança de todos", e "hoje, nas ruas e praças, na boca do povo, uma só palavra: impeachment!".
O advogado Hélio Bicudo, autor do pedido de impeachment de Dilma, foi muito aplaudido na avenida Paulista. De cima do carro do Vem pra Rua, ele afirmou que "o Brasil não pertence à Dilma", e que "o afastamento se justifica não só pelas pedaladas, mas pelo descalabro no país".
Ator, apresentador e jogador de futebol americano do Corinthians, Alexandre Frota marca presença nos protestos da Avenida Paulista "Quero o Lula preso e que a gente possa acabar de vez com o PT".
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