Seleccione Edição
Login

Sob pressão de taxistas, veto ao Uber avança na Câmara Municipal de SP

Motoristas protestaram durante votação de projeto, que terá de voltar ao plenário

Taxistas fazem manifestação contra o Uber, na frente da Câmara Municipal.
Taxistas fazem manifestação contra o Uber, na frente da Câmara Municipal.

Cerca de 800 motoristas de táxi protestaram contra o aplicativo Uber na frente da Câmara Municipal de São Paulo nesta terça-feira. Eles acompanharam e pressionaram pela aprovação, em primeira votação, do projeto de lei 349/2014, do vereador Adilson Amadeu (PTB), que proíbe o uso do aplicativo que coloca passageiros em contato com motoristas profissionais de carros de luxo. O texto, que teve apoio quase unânime, terá de ir a plenário novamente e ainda ser sancionado ou vetado pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

Para os taxistas, os motoristas particulares que usam o aplicativo fazem uma concorrência desleal pois não pagam os mesmos impostos que os motoristas de táxi. Pela legislação brasileira, a atividade de transporte individual remunerado de passageiros é regulamentada pela lei de mobilidade urbana (12.468), de 2011, e os taxistas detêm a exclusividade desse serviço.

De acordo com o projeto do vereador Adilson Amadeu (PTB), a associação entre empresas administradoras desses aplicativos e estabelecimentos comerciais também será proibida. Se a medida for aprovada e sancionada, quem descumprir a regra pagará multa de R$ 1.700, terá o veículo apreendido e poderá sofrer outras sanções.

Nesta segunda-feira, um post publicado no blog oficial do Uber e na página do aplicativo no Facebook convidava os simpatizantes do serviço a se manifestar contra o projeto mandando emails aos vereadores.

Desde que chegou ao país, no ano passado, o programa está em pé de guerra com os taxistas. No fim de abril, o Uber chegou a ser suspenso pela Justiça de São Paulo sob pena de multa diária de R$ 100 mil, mas dias depois a liminar foi derrubada.

MAIS INFORMAÇÕES