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Brasileira é nova vítima de violência doméstica na Espanha

Um homem se entrega à polícia depois de cometer suposto homicídio na região metropolitana de Barcelona

Fachada da casa onde vivia Gisele, em L'Hospitalet de Llobregat. Ampliar foto
Fachada da casa onde vivia Gisele, em L'Hospitalet de Llobregat.

A polícia da Catalunha prendeu, às 8h (13h na Espanha), um homem de 45 anos que confessou ter matado a esposa e mãe de seus dois filhos menores de idade, com uma arma branca, no município L'Hospitalet de Llobregat, na região metropolitana de Barcelona. O Itamaraty informou que o Consulado do Brasil está acompanhando o caso e vai auxiliar no translado do corpo.

Alex e Gisele, ambos brasileiros e com 45 e 50 anos, viviam há vários anos no bairro de Santa Eulalia. Segundo os vizinhos do casal, viveram em várias casas na rua Modern, com os dois filhos pequenos, e inclusive administraram um bar juntos. As mesmas fontes asseguram que as discussões eram constantes. No sábado, Alex teria usado uma faca para acabar com a vida de Gisele, com diversos golpes. Um vizinho do número 20 da rua Modern alertou que a briga era muito mais intensa do que as habituais, e chamou a polícia catalã. Quando chegaram ao local, os agentes encontraram o corpo de Gisele ao lado de Alex, que segundo fontes próximas, admitiu ter sido o autor das facadas.

"Alex é um homem muito mais corpulento, e Gisele, muito bonita", recordou uma vizinha da mesma rua. Na área, as discussões matrimoniais eram notórias, "quase sempre por ciúmes", assegura outro vizinho. Depois de fechar o bar, Alex trabalhou um tempo como garçom em outro estabelecimento na praça Espanha, em Barcelona. Gisele encontrou também um trabalho em um pequeno bar em uma cidade vizinha, Castelldefels. "Ele sempre enfrentou qualquer homem que se aproximasse de Gisele, e ultimamente estava incomodado porque o chefe dela vinha buscá-la em casa", alerta outro dos vizinhos da rua Modern.

O Conselho Municipal de L'Hospitalet condenou a morte desta vizinha, repudiou o novo caso de violência doméstica, o segundo este ano na cidade, e convocou um protesto silencioso de repúdio para a próxima segunda-feira.