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Um jovem homossexual chileno morre depois de receber uma surra

Wladimir Sepúlveda estava há meses hospitalizado com um grave dano cerebral

O Governo do Chile mostrou seu pesar e condolências

'Esta nova morte nos quantifica o quanto ainda temos por avançar como sociedade', disse o ministro porta-voz, Alvaro Elizalde

Wladimir Sepúlveda
Wladimir Sepúlveda

Wladimir Sepúlveda Arce, um jovem homossexual que levou uma surra, faleceu neste domingo pela manhã após permanecer meses internado em um hospital com um dano cerebral grave, segundo informou o jornal chileno La Tercera.

Sepúlveda sofreu em outubro do ano passado um brutal ataque de ao menos quatro pessoas na localidade de San Francisco de Mostazal, ao sul de Santiago do Chile, informou à agência EFE o Movimento de Integração e Liberação Homossexual (Movilh).

Desde então, o jovem permanecia em estado grave respirando por aparelhos no hospital de Rancagua, a 90 quilômetros da capital chilena. A família da vítima e o Movilh anunciaram a apresentação de um processo contra os responsáveis pelo ataque, similar ao que matou, em março de 2012, o jovem Daniel Zamudio, cujo caso deu origem a uma lei contra a discriminação.

O Governo chileno mostrou no domingo seu pesar e condolências pela morte de Sepúlveda. "Esta outra morte nua quanto fica-nos ainda por avançar como sociedade", assinalou o ministro porta-voz, Alvaro Elizalde, em um comunicado difundido no domingo. "Esta nova morte nos quantifica o quanto ainda temos por avançar como sociedade", disse.

Jorge Mena, fiscal encarregado de pesquisar a agressão contra Sepúlveda, disse que um de seus objetivos é provar que o ataque teve um caráter homofóbico, a fim de enquadrar o julgamento no novo regulamento contra a discriminação, conhecida como 'lei Zamudio'. Esta disposição estabelece maiores penas para os delitos motivados pelo preconceito com uma raça, religião, aparência ou condição sexual.