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Londres envia o submarino nuclear ‘Tireless’ em busca do MH370

O Governo malaio reafirma que o avião foi desviado de sua rota de forma deliberada

Koji Kubota, um salva-vidas japonês, observa o oceano em um Gulfstream V em busca do MH370. Ampliar foto
Koji Kubota, um salva-vidas japonês, observa o oceano em um Gulfstream V em busca do MH370. REUTERS

O Ministério de Defesa da Grã-Bretanha anunciou que o submarino HMS Tireless se uniu à frota internacional que está patrulhando as águas ao sul do Oceano Índico em busca dos restos do avião da Malaysia Airlines MH370, que pode ter que caído nesse local, no oeste de Austrália. É o primeiro submarino que se soma às tarefas de localização do Boeing 777.

Um porta-voz do ministério confirmou ao EL PAÍS que o Tireless se vai concentrar “na localização das caixas negras mediante suas capacidades de busca submarinas”. A porta-voz assinalou que o equipamento do submarino permite captar sinais “a vários quilômetros de distância”, mas não quis dar mais detalhes. Ela confirmou que o Tireless chegou à zona do Índico em que se imagina que o avião caiu, uma vasta superfície de 120.000 quilômetros quadrados.

À dificuldade de encontrar os restos do avião devido à enorme superfície a cobrir acrescenta-se o problema de que as caixas negras só emitem durante um mês o sinal que possibilita sua localização. O avião desapareceu no dia 8 de março passado, o que deixa submarino britânico em princípio apenas com uma semana para localizá-lo.

O Tireless, um submarino da chamada classe Trafalgar de propulsão atômica, ficou famoso na Espanha pela polêmica que sua presença na base militar do Reino Unido em Gibraltar causou de maio de 2000 a maio do ano seguinte para ser consertado depois de sofrer uma avaria no circuito primário de seu sistema de propulsão. A polêmica repetiu-se quando voltou a Gibraltar em julho de 2004 “por razões técnicas” nas vésperas do 300 aniversário da captura do Peñón por tropas britânicas.

Além do Tireless, também o navio de vigilância hidrográfica HMS Echo se somou às tarefas de busca do dispositivo emissor das caixas negras do avião malaio. O Echo “desempenhará também um importante papel na busca dos restos na superfície do mar e suas avançadas capacidades de avaliação ambiental ajudarão a otimizar as operações de busca”, segundo um comunicado do Ministério de Defesa britânico.

O Governo malaio ftornoiu pública nesta terça-feira a transcrição das conversas dos pilotos do MH370 com os controladores aéreos, em que não acaram "indício de anormalidades". Em princípio, foi informado de que as últimas palavras foram pronunciadas pelo copiloto, masa polícia malaia está tratando do confirmar isso, segundo explicou o ministro de Defesa e interino de Transportes, Hishammuddin Hussein,. 

Nesta quarta-feira, 2 de abril,  o departamento de Aviação Civil e a Malaysia Airlines darão explicações às famílias das vítimas. Na reunião informativa, da qual a imprensa não participou, participarão especialistas da Malásia, China e Austrália.  Em todo caso, informou Hishammuddin, "a equipe internacional de investigação e as autoridades malaias mantêm a opinião de que, até o ponto em que saiu do radar primário, os movimentos do MH370 foram consistentes com uma ação deliberada por parte de alguém no avião".