O náufrago salvadorenho volta a sua terra natal

O pescador, de 37 anos e que emigrou ao México em busca de uma vida melhor, mostrou sinais de problemas de saúde

José Salvador Alvarenga, o salvadorenho ficou em alta mar durante 13 meses em uma embarcação para caçar tubarões e que sobreviveu de uma maneira incrível, chegou a sua terra natal, procedente dos Estados Unidos, onde fez uma escala técnica.

Dezenas de jornalistas e público espontâneo o esperava à saída do aeroporto. O aplaudiram, o aclamaram mas, visivelmente emocionado, o pescador em cadeira de rodas, cobriu-se o rosto com uma mão, enquanto com a outra saudava ao público. Não conseguiu pronunciar nenhuma palavra.

Alvarenga foi recebido no aeroporto internacional do El Salvador por vários familiares, assim como por uma comitiva governamental, encabeçada por Jaime Miranda, ministro de Relações Exteriores, e representantes da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O pescador de 37 anos de idade, quem emigrou ao México em busca de uma vida melhor, mostrou sinais de problemas de saúde. Depois de sua breve apresentação ante a imprensa o levaram em uma ambulância até um centro hospitalar da cidade de Santa Tecla, Hospital San Rafael, onde será submetido a um amplo exame médico, tanto físico como psíquico.

O quinto andar do Hospital San Rafael foi posto ao disposição da família de Alvarenga, entre eles sua mãe María Julia e seu pai, José Ricardo. fazia mais de 15 anos que não viam seu filho.

A vice-ministra de Saúde Pública, Violeta Menjivar, assegurou que dependendo dos resultados dos exames médicos, os médicos determinarão  se Alvarenga será internado ou poderá voltar a Garita Palmeira, onde ele nasceu, localizado a 121 quilômetros ao ocidente de San Salvador.

O chefe de missão da OIM, Delbert Field, mostrou sua preocupação pela adaptação que terá Alvarenga em El Salvador, após ter vivido durante 15 anos no México, e depois do naufrágio do que sobreviveu.

O pescador  foi encontrado em Ébano, uma ilha de 22 quilômetros quadrados no arquipélago das Ilhas Marshall, e ficou ali até a última a segunda-feira, após receber a alta médica.

Alvarenga relatou a quem o resgataram que partiu da costa mexicana para uma jornada pesca junto outro colega, quem morreu no naufrágio, em dezembro de 2012  e que após ter problemas com o motor depois de uma tormenta, ficou à deriva.

De acordo com o seu relato, o salvadorenho navegou a deriva durante meses; conseguiu sobreviver alimentando-se de carne crua de peixes e tartarugas, assim como bebendo água de chuvas e até sua própria urina.

Arquivado Em: