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Felipão diz que prefere enfrentar a Espanha do que o Chile na Copa

Já prevendo avançar para as oitavas, o treinador da seleção canarinha afirma que encarar campeões mundiais engrandeceria uma eventual conquista

Os treinadores Klinnsman, Scolari e Del Bosque.
Os treinadores Klinnsman, Scolari e Del Bosque.SERGIO MORAES (REUTERS)

O treinador da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, surpreendeu ao dizer que prefere encarar o Chile do que as atuais campeãs e vice mundial, Espanha e Holanda, em uma eventual oitavas de final na Copa do Mundo de 2014.

Durante a semana passada, o treinador já havia admitido que estava confiante de que a seleção canarinha avançaria à segunda fase do Mundial. Caso passe de etapa, ficando entre os dois primeiros do grupo A (que conta a Croácia, o México e Camarões), o Brasil enfrentará um dos dois melhores do grupo B (Espanha, Holanda, Chile e Austrália).

“Tomara que o Chile não [se] classifique. Prefiro qualquer outro. É muito chato de jogar, é um time bem organizado, eles são inteligentes, têm um time bom, e o sistema deles não encaixa com nosso sistema. É melhor jogar com um europeu”, disse Scolari em entrevista, neste domingo, à TV Globo.

Os últimos confrontos entre as duas seleções, porém, mostram que Neymar e companhia não têm muito a temer. Desde 2008, foram cinco disputas entre torneios oficiais e amistosos. Os resultados todos favoráveis aos brasileiros: quatro vitórias (sendo um 3x0 na Copa de 2010), e um empate.

Atualmente, o Brasil é o décimo colocado no ranking da Fifa, que é liderado pela seleção espanhola. A Holanda está na nona posição e o Chile é o décimo quinto.

Outro temor do treinador é o de enfrentar o Uruguai. O medo, porém, aparenta ser algo mais próximo de uma superstição do que por uma questão técnica. A preocupação de Felipão, assim como de boa parte dos torcedores brasileiros, é de que se repita o Maracanazo de 1950, quando o Brasil poderia empatar com o Uruguai para ser campeão, mas foi derrotado diante de um Maracanã lotado, por 2 a 1. “Estamos prontos para o que vier. Só não quero o Uruguai”, afirmou com um sorriso no rosto.

Na entrevista, Scolari disse ainda que derrotar campeões mundiais até a final engrandeceria um eventual título brasileiro em casa.

“Se nós chegarmos a ser os campeões do mundo no Brasil e se tivéssemos que passar por quatro ou cinco campeões mundiais, seria espetacular. Aí seríamos os campeões dos campeões. Se tem que ser assim, que seja assim.”

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