China fecha suas fronteiras a estrangeiros por causa do coronavírus

Medida, que inclui cidadãos residentes e visitantes com vistos emitidos antes do anúncio, entrará em vigor no próximo sábado

Um viajante chega ao aeroporto Pudong, em Xangai.
Um viajante chega ao aeroporto Pudong, em Xangai.HECTOR RETAMAL (AFP)
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A China proibirá a partir da meia-noite do próximo sábado a entrada no país de todos os estrangeiros, incluídos aqueles que tenham um visto ou uma autorização de residência válido, a fim de se blindar do coronavírus, conforme anunciou o Ministério de Relações Exteriores em um comunicado emitido no final da noite desta quinta-feira (hora local). As únicas exceções serão os diplomatas e portadores de passaportes de serviço ou cortesia.

Os estrangeiros que precisarem se deslocar para a China por “necessidades econômicas, comerciais, científicas ou tecnológicas, ou por razões humanitárias de emergência, poderão solicitar vistos nas embaixadas e consulados chineses”, afirma o comunicado. “A entrada de estrangeiros com vistos emitidos depois deste anúncio não será afetada” pela proibição, acrescenta.

Depois de ter dado o vírus como controlado no seu foco original, a província de Hubei, a China tinha endurecido gradualmente as condições de quarentena para os viajantes procedentes do exterior nas últimas duas semanas, ante o aumento dos casos “importados” e pelo temor a que os vindos de fora pudessem propagar uma segunda onda do coronavírus que neste país infectou quase 82.000 pessoas e causou a morte de mais de 3.200. Até o momento, foram detectados mais de 400 casos nessa segunda onda, a grande maioria deles em cidadãos chineses que retornavam ao seu país.

Cidades como Pequim atualmente impõem uma quarentena obrigatória de 14 dias pra os viajantes recém-chegados, a ser cumprida em centros determinados pelas autoridades locais e por conta da pessoa afetada. Nesta quinta-feira, o Governo chinês tinha restringido também os voos procedentes do exterior a um só por país e por semana, com a obrigação de não preencher mais de 75% dos assentos.

“A suspensão é uma medida temporária que a China se viu obrigada a adotar à luz da situação da pandemia e das práticas de outros países. A China se manterá em estreito contato com todas as partes e administrará os intercâmbios de pessoal com o resto do mundo sob estas circunstâncias especiais”, prossegue o comunicado. O fechamento aos cidadãos estrangeiros “irá sendo calibrado à luz de como a situação evoluir”.

Numerosos países cancelaram voos e anunciaram, no começo da epidemia na China em janeiro, o fechamento de suas fronteiras aos estrangeiros que tivessem estado no país asiático nos 14 dias anteriores à sua chegada. Na época, Pequim expressou seu descontentamento com medidas desse tipo, em especial o fechamento das fronteiras por parte dos Estados Unidos.

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