Pandemia de coronavírus

OMS pede moratória mundial para terceira dose de vacinas contra covid-19

Diretor-geral da instituição pede a cooperação das empresas e dos países que controlam o fornecimento global de vacinas para que sejam imunizados 10% dos habitantes de todos os países do mundo

Homem recebe uma dose de vacina em Bulawayo, Zimbábue.
Homem recebe uma dose de vacina em Bulawayo, Zimbábue.ZINYANGE AUNTONY / AFP
Pablo Linde|Agências
Madri / Genebra - 04 ago 2021 - 17:47 UTC

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta quarta-feira uma moratória mundial para uma terceira dose das vacinas contra a covid-19. O apelo foi feito depois que Israel e Alemanha anunciaram que oferecerão uma dose de reforço aos idosos, enquanto o Reino Unido planeja fazer o mesmo a partir de setembro.

“Entendemos a preocupação dos governos em proteger suas populações da variante delta, mas não podemos aceitar que os países que já utilizaram a maioria dos fornecimentos das vacinas usem ainda mais enquanto as populações mais vulneráveis do mundo continuam desprotegidas”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Do total de 4 bilhões de doses de vacinas administradas no mundo, mais de 80% foram para países de renda alta e média, que juntos representam menos de metade da população mundial, disse Tedros, acrescentando que a moratória duraria até o fim de setembro, prazo estabelecido para conseguir que pelo menos o 10% dos habitantes de cada país estejam completamente vacinados.

A desigualdade na disponibilidade de vacinas está aumentando, alertaram especialistas da OMS. Enquanto a Europa já vacinou mais da metade de sua população e os Estados Unidos cerca de 70%, apenas 2% dos habitantes da África têm o esquema completo, e 5% receberam só uma dose. Os países ricos administraram quase 100 doses por 100 habitantes, em comparação com 1,5 dose por 100 habitantes nos países mais pobres, ressaltou Tedros. Para atingir a meta de ter 10% da população de todos os países do mundo vacinada em pouco menos de dois meses, é necessária “a cooperação de todos, principalmente das empresas e dos países que controlam o fornecimento mundial de vacinas”, assinalou.

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