Um mês após megaexplosão em Beirute, incêndio no porto volta a deixar Líbano em alerta

Nuvens de fumaça saem das chamas que envolvem um depósito de óleo e pneus, mas ainda não há informações sobre vítimas

Bombeiros tentam controlar o incêndio em armazém no porto de Beirute
Bombeiros tentam controlar o incêndio em armazém no porto de BeiruteWAEL HAMZEH (EFE)
Agencias
Beirute -

Uma incêndio no porto de Beirute deixa a capital libanesa em alerta, pouco mais de um mês após a devastadora explosão que destruiu o local e provocou dezenas de mortes. Desta vez, o incêndio - cujas causas ainda não são conhecidas - se concentra em um depósito de óleo e pneus do local. Uma grande coluna de fumaça sai das chamas e se espalha pela cidade, que continua recolhendo os destroços e remanescentes da explosão de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, armazenadas em péssimas condições, no início de agosto.

O diretor interino do porto, Bassem al Kaissi, indicou que o incêndio começou em alguns tambores de óleo, antes de se espalhar para os pneus. “Ainda é muito cedo para saber se foi o resultado do calor ou um erro humano”, acrescentou.

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Beirut (Lebanon), 04/08/2020.- A view of the damages after an explosion at the Beirut Port, Beirut, Lebanon, 04 August 2020. Dozens of people were killed and at least 2,500 injured in the explosion which also caused severe damage, while its cause is not yet known. (Líbano) EFE/EPA/WAEL HAMZEH
A megaexplosão em Beirute, em imagens
TOPSHOT - Wounded men are evacuated following of an explosion at the port of the Lebanese capital Beirut, on August 4, 2020. - Rescuers searched for survivors in Beirut after a cataclysmic explosion at the port sowed devastation across entire neighbourhoods, killing more than 100 people, wounding thousands and plunging Lebanon deeper into crisis. (Photo by - / AFP)
Beirute busca sobreviventes em área devastada pela explosão que já deixou mais de 100 mortos

No local dos acontecimentos estão trabalhando destacamentos da Guarda Civil e do Exército do Líbano, enquanto helicópteros tentam controlar as chamas. A Cruz Vermelha do país informou que tratou uma pessoa que apresentava sinais de asfixia e disse que não há informações sobre a existência de vítimas fatais. Seu secretário-geral, Georges Kettané, descartou “qualquer risco de explosão”.

A televisão local mostrou imagens de bombeiros e helicópteros com contêineres de água para apagar o fogo na zona franca do porto, a principal do país. Nesta semana, outro incêndio já havia ocorrido entre os escombros da área, mas foi rapidamente controlado.

A explosão de 4 de agosto, que deixou pelo menos 190 mortos e mais de 5.000 feridos, gerou protestos no país e desencadeou a renúncia do então primeiro-ministro Hassan Diab. O país ficou sem um líder de governo até o último dia 31, quando assumiu Mustapha Adib, ex-embaixador do país na Alemanha.




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