Eleições nos Estados Unidos

Bernie Sanders deixa nas mãos de Biden a candidatura democrata para as eleições presidenciais de 2020

Veterano senador de Vermont abandona as primárias do partido, bastante afetadas pela crise do coronavírus nos EUA

Bernie Sanders, em um evento público no final de fevereiro.
Bernie Sanders, em um evento público no final de fevereiro.JIM WATSON / AFP

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O senador esquerdista Bernie Sanders, 78, anunciou na manhã desta quarta-feira que está abandonando a corrida presidencial e deixa nas mãos do ex-vice-presidente Joe Biden a indicação democrata para as eleições de novembro nos Estados Unidos. Biden, 77 anos, será encarregado de tentar evitar um segundo mandato do republicano Donald Trump em um cenário de extrema volatilidade, com a brutal crise mundial desencadeada pelo coronavírus. A decisão de Sanders acontece em um momento em que as primárias estão praticamente congeladas por medidas de isolamento em quase todo o país.

Quando fez sua primeira tentativa de chegar à Casa Branca, em abril de 2015, Sanders era considerado uma extravagância. Um senador independente, autodeclarado socialista em um país que associava o termo ao comunismo. Com o passar dos meses, o veterano esquerdista começou a reunir multidões nos comícios com a promessa de uma “revolução política”, que um imã aos mais jovens.

Perdeu as primárias para Hillary Clinton, mas mudou o cenário. Ou, melhor, demonstrou que o cenário havia mudado. Quatro anos depois, sua mensagem já não é tão heterodoxa. A defesa de saúde universal, os impostos altos para os ricos, o aumento do salário mínimo e a luta contra a mudança climática são políticas progressistas que se disseminaram no Partido Democrata.

Entre os eleitores de 18 a 34 anos, independentemente de seu gênero e inclinações políticas, Sanders tinha 57% de popularidade em dezembro, de acordo com a pesquisa da Quinnipiac University. Mas não foi suficiente para fazê-lo conquistar vitórias em primárias importantes, como a da Carolina do Sul, vencida no começo de março pelo ex-vice de Barack Obama, com apoio dos afro-americanos.

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