Igreja Católica

Papa pede desculpas por “ter perdido a paciência” ao repreender uma mulher que o agarrou pelo braço

Francisco deu um tapa na mão de uma fiel que o puxou bruscamente enquanto ele cumprimentava o público na praça de São Pedro, nesta terça-feira

O papa Francisco celebra a primeira missa do ano, no Vaticano.
O papa Francisco celebra a primeira missa do ano, no Vaticano.ANGELO CARCONI / EFE

O papa Francisco se desculpou nesta quarta-feira, antes da tradicional oração do Angelus, por ter “perdido a paciência” e dado um tapa na mão de uma fiel que o puxou bruscamente ao saudá-lo. “Tantas vezes perdemos a paciência. Também acontece comigo. Peço desculpas pelo mau exemplo dado ontem”, declarou o pontífice de uma janela do palácio apostólico na praça de São Pedro, no Vaticano.

O incidente ocorreu na noite anterior, na mesma praça, quando o papa, visivelmente contrariado, repreendeu uma mulher que o agarrou bruscamente pela mão e o puxou na sua direção enquanto ele cumprimentava os fiéis, após celebrar a última missa do ano.

A mulher, de traços asiáticos, estava na primeira fila detrás das barreiras metálicas de segurança instaladas na praça. Quando Francisco passou ao seu lado, ele pegou a mão dele e o puxou repentinamente em sua direção. O papa tentou imediatamente escapar da mulher e, depois de conseguir, deu um leve tapa na sua mão, em sinal reprimenda, enquanto seus agentes de segurança se aproximavam para socorrê-lo, embora não tenham tido que intervir. Quando o incidente ocorreu, o pontífice argentino acabava de chegar à praça de São Pedro para visitar a árvore de Natal e o presépio instalados durante esta época do ano.

O papa celebrou nesta quarta-feira a primeira missa do ano na basílica de São Pedro, quando proferiu uma homilia em que condenou com firmeza a violência, a humilhação e as ofensas impostas com frequência às mulheres. “As mulheres são fonte de vida. Entretanto, são continuamente ofendidas, golpeadas, violentadas, induzidas a se prostituir e a eliminar a vida que levam no ventre”, declarou o líder da Igreja Católica. Depois ele se dirigiu ao palácio apostólico para rezar o Angelus com os fiéis reunidos na praça de São Pedro e aproveitou a ocasião para se desculpar pela atitude da véspera.

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