Libertadores feminina

Ferroviária decide contra América de Cali o título da Libertadores feminina 2020

Time de Araraquara se classificou após vencer a Universidad de Chile e fará a final contra as colombianas, que eliminaram o Corinthians

Jogadoras da Ferroviária comemoram a vitória na semifinal da Copa Libertadores contra a Universidad de Chile, no estádio Nuevo Francisco Urbano, na Argentina.
Jogadoras da Ferroviária comemoram a vitória na semifinal da Copa Libertadores contra a Universidad de Chile, no estádio Nuevo Francisco Urbano, na Argentina.MARCELO ENDELLI / POOL / EFE

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A Ferroviária de Araraquara (SP) enfrentará o América de Cali na final da edição de 2020 da Copa Libertadores feminina, disputada na Argentina nesse março de 2021. O time paulista, vice-campeão em 2019, superou nesta quinta-feira (18) a Universidad de Chile nos pênaltis, após empate sem gols no tempo normal. Na véspera, as colombianas tinham surpreendido ao derrotar o Corinthians, atual campeão do torneio e maior potência da modalidade no Brasil, depois de conseguir o empate por 1 a 1 nos acréscimos e superar as campeãs brasileiras na disputa de pênaltis. A decisão está marcada para domingo, dia 21, às 19h45 (horário de Brasília).

No estádio Nuevo Francisco Urbano, na localidade de Morón (província de Buenos Aires), a Ferroviária foi mais rápida em entrar no jogo e criar chances de gol, como o voleio desviado de Aline Milene e o arremate de Patrícia Sochor no travessão. Ao final da primeira etapa, a árbitra apitou pênalti por uma falta em Daniela Zamora, mas o chute de Paloma López saiu pela direita, e as colombianas perderam a chance de abrir o placar.

No segundo tempo, o cansaço afetou as atletas, com chegadas de menor profundidade e jogadas menos intensas. A partida estava igualada, mas poderia ter mudado aos 48 do segundo tempo, quando a goleira chilena Natalia Campos salvou a Universidad do que poderia ter sido o gol da classificação da Ferroviária, num chute de Duda.

Nos pênaltis, brilhou a goleira e ídolo das guerreiras grenás, Luciana. Ela, que já tinha sido o principal destaque quando o time de Araraquara venceu o Brasileirão de 2019, defendeu as cobranças de Zamora e Ramírez. Luana, Daiane, Yasmin, Lurdinha, Duda, Amanda e Sochor marcaram e decretaram a vitória por 7 a 6 das brasileiras.

Na quarta-feira (17), no mesmo estádio, o América de Cali, campeão da liga colombiana em 2019 e vice em 2020, derrotou o atual campeão continental e favorito ao título, Corinthians. Os dois clubes já haviam se enfrentado também na fase de grupos, quando as brasileiras venceram por 3 a 0. Desta vez, Tamires abriu o placar, mas o gol marcado pela venezuelana Joemar Guarecuco, único sofrido pelo Corinthians nesta edição da principal competição sul-americana de clubes, empatou o jogo nos acréscimos. Também nos pênaltis, o América venceu por 4 a 3. A queda das brasileiras é a grande zebra da competição, já que o time treinado por Arthur Elias e com jogadoras da seleção brasileira foi campeão paulista e brasileiro em 2020, além da Libertadores de 2017 e 2019.

Jogos sem público

América e Ferroviária farão a final neste domingo (21), às 19h45, no Fortín, o estádio do Vélez Sarsfield, em Buenos Aires. Como ocorreu em outros jogos, não haverá torcedores nas arquibancadas, devido à pandemia do novo coronavírus.

O país anfitrião não viu nenhum dos seus times chegar nem à semifinal. O Boca Juniors caiu diante do América de Cali, e o River Plate foi eliminado pela Ferroviária. A Argentina, onde o futebol feminino só se profissionalizou em 2019, nunca conseguiu emplacar um time como campeão ou vice da Libertadores pra mulheres, disputada desde 2009. As equipes brasileiras reinam na classificação histórica, com 8 das 11 taças. Chile, Colômbia e Paraguai, com um título cada um, são os outros dois países na vanguarda do futebol feminino sul-americano.

Este esporte viveu um forte crescimento em todo o continente nos últimos anos, mas arrasta sérios problemas, como a disparidade salarial e o machismo dentro dos clubes e nos seus entornos. A pandemia representou também um duro golpe para o futebol feminino, apenas parcialmente amortizado por apoios como o dado pela FIFA: 500.000 dólares a cada país por causa do fechamento de estádios e da crise econômica.

Vale lembrar que a edição atual da Libertadores feminina corresponde a 2020, já que o torneio não foi realizado no ano passado. A edição de 2021 também está marcara para este ano.

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