_
_
_
_
Crítica | Cinema
Crítica
Género de opinião que descreve, elogia ou censura, totalmente ou em parte, uma obra cultural ou de entretenimento. Deve sempre ser escrita por um expert na matéria

‘Suprema’, sozinha contra o sistema

Uma cinebiografia talvez seja a segunda melhor opção – na falta de um musical da Broadway - para coroar a transformação da juíza Ruth Bader Ginsburg em ícone pop

Felicity Jones em cena de ‘Suprema’.
Felicity Jones em cena de ‘Suprema’.
Mais informações
A juíza Ruth Bader Ginsburg, uma popular heroína de 85 anos
Belas Artes sem patrocínio mostra como a cultura é a primeira a perder em tempos de cobertor curto
‘Poderia me perdoar?’: A vocação da modéstia

Uma cinebiografia hollywoodiana talvez seja a segunda melhor opção – na falta de um musical da Broadway – para coroar a progressiva transformação da juíza Ruth Bader Ginsburg em ícone pop. Poucas semanas depois da estreia do documentário RBG, de Julie Cohen e Betsy West, Suprema, o filme com que Mimi Leder volta à direção após 10 anos de plena dedicação televisiva, eleva a personagem ao pódio das vidas exemplares seguindo os caminhos mais convencionais e didáticos desse gênero. O próprio sobrinho da biografada se encarrega do roteiro, como garantia tácita de conhecimento direto do entorno familiar que o filme retrata, porque esta não é só a história de uma heroína disposta a desarticular uma injustiça sistêmica, mas também a de uma cumplicidade de casal que alcança seu momento culminante quando Martin Ginsburg – um Armie Hammer que é como a versão Ken de sua referência real – dá um decisivo passo para o lado.

SUPREMA

Direção: Mimi Leder.

Elenco: Felicity Jones, Armie Hammer, Justin Theroux, Kathy Bates.

Gênero: cinebiografia. Estados Unidos, 2018.

Duração: 120 minutos.

Após uma introdução que detalha a trajetória acadêmica e as circunstâncias familiares de Ginsburg, Suprema se centra na primeira vitória jurídica que abriria o seu caminho até a Suprema Corte dos EUA: um caso que permitia pôr o dedo na ferida patriarcal através de uma anômala circunstância que discriminava um homem em questão de isenções fiscais. Felicity Jones dá vida a uma convincente Ruth Bader Ginsburg jovem, equilibrando uma aparente fragilidade e com uma imbatível determinação. O filme conta bem sua história, mas Leder só consegue transmiti-la, não transcendê-la.

Tu suscripción se está usando en otro dispositivo

¿Quieres añadir otro usuario a tu suscripción?

Si continúas leyendo en este dispositivo, no se podrá leer en el otro.

¿Por qué estás viendo esto?

Flecha

Tu suscripción se está usando en otro dispositivo y solo puedes acceder a EL PAÍS desde un dispositivo a la vez.

Si quieres compartir tu cuenta, cambia tu suscripción a la modalidad Premium, así podrás añadir otro usuario. Cada uno accederá con su propia cuenta de email, lo que os permitirá personalizar vuestra experiencia en EL PAÍS.

En el caso de no saber quién está usando tu cuenta, te recomendamos cambiar tu contraseña aquí.

Si decides continuar compartiendo tu cuenta, este mensaje se mostrará en tu dispositivo y en el de la otra persona que está usando tu cuenta de forma indefinida, afectando a tu experiencia de lectura. Puedes consultar aquí los términos y condiciones de la suscripción digital.

Mais informações

Arquivado Em

Recomendaciones EL PAÍS
Recomendaciones EL PAÍS
_
_