Caso Marielle

Polícia do Rio cumpre mandados de prisão no caso Marielle Franco

Em Angra dos Reis os policiais foram recebidos a bala por criminosos. Não existem informação sobre quem são os alvos

Marielle Franco, em novembro de 2017 na Câmara dos Vereadores do Rio.
Marielle Franco, em novembro de 2017 na Câmara dos Vereadores do Rio.Mário Vasconcellos (EFE)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta quinta-feira, uma operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão envolvendo suspeitos de participação na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Segundo a TV Globo, os endereços que são alvo da ação ficam no Rio e em Estados vizinhos. Alguns deles seriam em áreas controladas por grupos milicianos, na baixada fluminense. Não existem informações sobre quem são os alvos. Durante a operação, um grupo de policiais foi recebido a bala em Angra dos Reis, e precisou acionar reforços para sair do local. Um policial ficou ferido por estilhaços.

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As autoridades vem sendo criticadas pela demora na elucidação do crime, e já houve duas tentativas de federalizar a investigação. A primeira, feita pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, foi descartada pelo promotor Homero Freitas, titular da 23ª Promotoria de Investigação Penal, em março. A segunda partiu do ministro Raul Jungmann, em agosto, e foi rechaçada pela Polícia Civil.

Várias versões sobre a motivação do crime já foram ventiladas. Uma dava conta de que o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, preso por pertencer a um grupo miliciano no Rio, e o vereador Marcello Siciliano (PHS) teriam arquitetado o assassinato de Marielle em represália ao seu trabalho na defesa dos Direitos Humanos. Os dois negaram qualquer envolvimento. Outra linha de investigação defende que ela foi morta como forma de atingir seu colega de partido, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), com o envolvimento de três deputados estaduais do MDB do Rio: Edson Albertassi, Paulo Melo e Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Os parlamentares também negaram participação no crime.

Marielle e Anderson foram mortos na noite de 14 de março. Ela voltava para casa após ter participado de um evento sobre violência contra contra mulheres negras quando um carro parou ao lado do veículo onde ela estava e disparou. Os dois morreram na hora. Uma assessora da vereadora que também estava com eles ficou ferida por estilhaços.