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Dinamarquês que indignou o Egito: “Era uma pose. Não fizemos sexo na pirâmide”

O homem, de 23 anos, que costuma tirar fotos em que aparece alguém nu, fala à mídia de seu país.

Ele já subiu em arranha-céus de Bangcoc, Hong Kong e do Leste Europeu

Fotograma do momento em que o casal está nu no alto de uma pirâmide em Giza (Egito).

Andreas Hvid, o fotógrafo dinamarquês que desencadeou a ira no Egito, depois de postar nas redes sociais um vídeo em que está nu no topo da pirâmide de Quéops, parece não se arrepender de sua atitude polêmica. Em uma entrevista à publicação dinamarquesa Extra Bladet, Hvid relata os detalhes de sua operação e garante que no país dos faraós não recebeu somente críticas ferozes. "Fico triste ao ver que tantas pessoas ficaram tão irritadas. Mas também recebi respostas positivas de muitos egípcios ... Eu provoquei muita gente, mas também posso ter servido para abrir espaço para os egípcios liberais", diz ele no artigo, assinado pela jornalista Maiken Kolby.

Hvid, 23, se especializou na atividade conhecida como rooftopping, que consiste em escalar edifícios ou construções de grande altitude, como arranha-céus e antenas, bem como crateras, muitas vezes ilegalmente e sem nenhum tipo de produção. O jovem, que já subiu em arranha-céus em Bangkok, Hong Kong e no Leste Europeu, costuma tirar fotos em que aparece alguém nu. O vídeo gravado na pirâmide de Quéops, de três minutos de duração e tornado público em 5 de dezembro, mostra uma garota tirando a roupa e termina com uma imagem dela e do fotógrafo em uma pose sexual à luz do amanhecer.

Dadas as críticas recebidas pela ofensa que representa um vídeo de conteúdo erótico no famoso monumento egípcio, o dinamarquês disse que era uma montagem: "Era uma pose para a foto. Nós não fizemos sexo". Segundo seu relato, na primeira tentativa, acompanhado por uma jovem norueguesa, a polícia os interceptou enquanto iniciavam a escalada. Depois de ser interrogados na delegacia, foram libertados. A garota decidiu abandonar o projeto, mas para Hvid se tornou uma "obsessão" e ele contatou uma jovem dinamarquesa, que em seguida se deslocou para o Cairo. De acordo com Hvid, no final de novembro, ambos escalaram uma cerca às 21h30 e se esconderam em um templo até os guardas deixarem o complexo.

Enquanto alguns meios de comunicação egípcios questionam a veracidade da gravação, as autoridades iniciaram uma investigação. Há três anos, Andrej Ciesielski, um garoto de nacionalidade alemã, foi preso por ter escalado sem permissão o topo de uma das pirâmides e punido com a proibição de voltar ao Egito. No caso de Hvid, o fato de suas imagens terem um conteúdo erótico poderia agravar a punição. No ano passado, dois cantores foram condenados à prisão por serem protagonistas de videoclipes com carga erótica e, recentemente, a atriz Rania Youssef foi processada por usar um vestido muito provocante na cerimônia de encerramento do Festival de Cinema do Cairo.

Em suas declarações ao jornal dinamarquês, Hvid está ciente das consequências legais de sua ação. "No futuro, não voltarei a pôr os pés no Egito, pois provavelmente correria o risco de ser condenado. O projeto de escalar a pirâmide é o que me fez ir lá, então sinto que já vi tudo que me interessava no Egito", diz o fotógrafo, que planeja continuar sua arriscada e controversa atividade artística. Por isso, ele não quer revelar qual será sua próxima meta.

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