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Margaret Atwood está escrevendo continuação de ‘O Conto da Aia’

Autora confirma em sua conta no Twitter que trabalha na segunda parte de seu cultuado livro, que se chamará ‘The Testaments’

Margaret Atwood em outubro, em Los Angeles.
Margaret Atwood em outubro, em Los Angeles. Jordan Strauss/Invision/AP

Margaret Atwood está escrevendo a continuação de ‘The Handmaid’s Tale’. A famosa distopia protagonizada por Defred, que a plataforma de streaming Hulu tornou um fenômeno da televisão (exibida no Brasil pelo Paramount Channel) e símbolo dos direitos das mulheres três décadas depois da publicação – foi lançada em 1985 – uma jovem mulher transformada em criada, uma espécie de escrava sem direitos na recém-nascida República de Gileade, um Estados Unidos que retrocedeu séculos no tempo para se estabelecer em um abominável autoritarismo patriarcal, terá uma segunda parte chamada The Testaments (Os Testamentos), que deve chegar às livrarias em 10 de setembro do próximo ano. O lançamento no Brasil ainda não tem data prevista.

A ação de The Testaments será narrada não por uma das protagonistas, como acontecia no livro anterior – é Defred a voz que o leitor ouve quando lê–, mas por três delas. E será ambientada 15 anos depois da última –e impactante– cena, o momento em que a porta do furgão se fecha e Defred parte rumo a um futuro muito incerto, em que não sabemos se haverá alguma liberdade, mais tortura e asfixia carcerária, ou quem sabe a única coisa que a aguarda quando a porta do furgão reabrir seja a morte. A única coisa que sabemos por enquanto é o que Atwood disse.

E o que disse é que tudo o que os leitores lhe perguntaram durante esse tempo –desde que a série relançou o romance, um clássico cult no quase invisível mundo do fantástico – a inspirou a dar forma a esta continuação, isto é, que ela mesma respondeu a perguntas que nem sabia que havia feito na primeira parte. A outra inspiração? “O mundo em que vivemos hoje”, afirmou. Não é em vão que o romance  –graças, principalmente, à série – se tornou, como dizíamos, um símbolo dos direitos das mulheres na Era Trump, ou a Era do Make America Great Again, que ameaça, como acontece na história, devolver o país a outro tempo, um tempo em que nada ameaçava o autoritarismo patriarcal. Aos 79 anos, Atwood tomou a iniciativa. Veremos, ainda, como o que quer que ela esteja imaginando irá convergir com a versão gêmea para a televisão, que do ponto de vista narrativo, já passa ao largo da história original.

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