Que times levaram o 12º jogador à Copa da Rússia?

Mais de 10.000 quilômetros separam de Moscou os países latino-americanos que disputam a Copa, mas eles enviaram mais torcedores à festa do futebol que as seleções europeias

Torcedores brasileiros em Kazan, na Rússia.
Torcedores brasileiros em Kazan, na Rússia. (AFP)

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O estímulo da torcida ajuda, mas não garante a vitória. Na Copa da Rússia, as seleções latino-americanas desfrutam do apoio de um maior número de torcedores nas arquibancadas, apesar da distância em relação aos países de origem, mas os resultados nem sempre acompanham. Os dados de nacionalidade dos torcedores reunidos pelo Governo russo mostram o número de simpatizantes por países que compareceram aos 12 estádios do torneio até as oitavas de final. As autoridades do país-sede mantêm um registro da nacionalidade e identidade dos torcedores por meio da fan ID, um documento obrigatório para todos os espectadores. Os dados que apresentamos a seguir se referem às quatro primeiras rodadas da Copa (as três da fase de grupos, mais as oitavas de final). Com uma mesma fan ID um espectador pode entrar em vários jogos, comprando os respectivos ingressos. A seguir, os dados e seis conclusões que tiramos sobre as torcidas da Copa:

1. Paixão latina. Os times latino-americanos tiveram mais apoio que os europeus, apesar da distância. No ranking de número de cidadãos aparecem quatro países latino-americanos nos cinco primeiros lugares, só superados pelo organizador, a Rússia. São eles México (44.000 torcedores), Argentina (36.000), Brasil (33.900) e Colômbia (30.000).

2. Espanha na lanterna. Com 9.500 torcedores na Rússia, a Espanha apareceu no ranking de torcedores apenas na 12ª posição entre as 16 equipes que se classificaram para a oitavas. A Espanha só teve mais torcida que Suíça (8.500 torcedores), Dinamarca (8.000), Uruguai (5.500) e Portugal (5.100). A Espanha foi superada em torcedores pela Croácia, um país com uma população equivalente a apenas 10% da espanhola.

3. A paixão na arquibancada não é tudo. Isso fica claro nos casos do México, Argentina, Brasil e Colômbia, eliminados apesar de terem jogado partidas em que, olhando para as arquibancadas, dava a sensação de que jogavam em casa. Outras equipes com muitos torcedores que não tiveram sorte foram Peru (26.000) e Egito (23.000), ambos eliminados na fase de grupos.

4. Torcida neutra? China e Estados Unidos não se classificaram, mas superaram todos os participantes em número de espectadores. No caso dos EUA, onde vivem 11,6 milhões de imigrantes mexicanos, muitos poderiam ter ido à Rússia para torcer pela seleção do México.

5. Preços de cinema com pipoca. Os preços reduzidos para cidadãos russos contribuíram para encher os estádios. Quase um milhão de russos receberam uma fan ID, segundo os dados do Governo russo. Eles podiam comprar ingressos por apenas 1.280 rublos (77 reais) para os jogos da fase de grupos. As entradas para os demais torcedores nessa primeira fase tinham um preço médio de 617 reais.

6. 0,6% da Islândia na Rússia. O menor país já classificado para uma Copa, a Islândia, jogou com um considerável apoio nas arquibancadas. Ao todo, 5.067 cidadãos da Islândia, um país com apenas 339.747 habitantes, viajaram à Rússia para assistir os jogos da Copa, segundo dados do Governo russo. Neste caso, tampouco lhes serviu de muito, já que caíram na primeira fase.

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