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Maradona: “Estamos com graves problemas, a Argentina está mais perto de perder os próximos jogos”

Treinador da Argentina na Copa da África do Sul critica duramente Jorge Sampaoli depois do empate da alviceleste contra a Islândia

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Maradona, no campo do Spartak durante Argentina x Islândia. AFP

Maradona nunca consegue esconder suas opiniões. Especialmente quando se trata de analisar o trabalho de Jorge Sampaoli à frente da seleção argentina. “Acabou a conversa. Ele pode ter 25 treinadores ao lado dele, mas vimos que a Islândia era um time muito melhor preparado do que a Argentina. Isso me deixa muito triste”, disse El Pelusa, em seu programa De la Mano del Diez. “Foi impressionante ver o público argentino cabisbaixo e jogadores que não conseguiam dar um passe ou fazer uma tabela. Era tudo com Messi, que tinha que se livrar de dois adversários. Deu para perceber que Leo estava muito quente, como eu estaria”, acrescentou.

Presente no estádio do Spartak, Maradona não pode evitar a polêmica, seja para opinar ou romper as regras de convivência. Não hesitou em acender um charuto em um estádio onde é proibido fumar. Foi embora exaltado depois da estreia da Argentina na Rússia. “Eles se refugiaram atrás, como todos nós sabíamos. Nós não soubemos resolver os problemas que eles nos colocaram. A Argentina não soube atacar. É uma vergonha não ter uma jogada ensaiada quando se sabia que os islandeses medem 1,90. Batemos todos os escanteios para cabecear e nenhum escanteio curto”, disse. E terminou: “Estamos mais perto de perder os dois próximos jogos. Estamos com graves problemas”.

Não é a primeira vez que Maradona ataca Sampaoli. “Chegou à seleção com um arsenal de assistentes e quer explicar que a bola é redonda. Parece-me que é aí onde mais se equivoca. Nós, que somos do futebol, não nos lembramos de ter ouvido um gol de Sampaoli. Ele tem que ter um grande respeito por nós, que fizemos tudo o que fizemos pela Argentina”, disparou a Sampaoli o líder da Argentina na Copa do México, em 1986, no sorteio da Copa do Mundo da Rússia, em dezembro. “Ele é um traidor, quando estava no Sevilla disse que ia me chamar para me fazer uma homenagem. Nunca fez isso”, concluiu Maradona na ocasião. Depois do empate contra a Islândia, voltou à carga.

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