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Preço internacional do petróleo: OPEP estuda medida que conteria alta

Países avaliam relaxar o limite de barris que produzem por dia. No Brasil, alta dos preços causa maior greve dos caminhoneiros

Greve dos caminhoneiros 2018
Em Brasília, frota da polícia faz fila para abastecer carros, mas greve dos caminhoneiros deixa sem combustíveis maioria dos postos do país, nesta sexta-feira. EFE
Moscou / Dubai / São Paulo

A alta dos preços dos combustíveis no Brasil motivou uma longa  paralisação de caminhoneiros que já dura cinco dias. Um dos panos de fundo do problema é a escalada do valor do petróleo no mercado internacional, que afeta diretamente no preço dos combustíveis no país. Isso porque, desde 2016, a Petrobras adotou uma nova política de preços baseada na paridade internacional dos produtos no exterior. Essa conjuntura, entretanto, pode estar prestes a mudar.

A Arábia Saudita e Rússia estão estudando aumentar a produção de petróleo. Isso seria feito por meio do relaxamento do limite que levou a um corte de 1,8 milhão de barris na produção diária, pactuado por 24 países produtores de petróleo, entre os quais integrantes da OPEP –da qual a Arábia Saudita é a principal membro– e a Rússia até o final deste ano. As discussões sobre o tema fizeram os preços do petróleo caírem mais de 2 dólares por barril, nesta sexta-feira. O petróleo Brent recuou 3%, fechando a 76,44 dólares por barril.

As conversações iniciais estão sendo lideradas pelos ministros da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Faih, e da Rússia, Alexander Novak, na cidade russa de São Petersburgo, de acordo com fontes que estão a par das negociações. Os ministros dos países produtores da OPEP e dos que não pertencem ao cartel se reunirão nos dias 22 e 23 de junho em Viena, onde tomarão uma decisão definitiva.

O objetivo das conversas é relaxar o estrito cumprimento das restrições à produção disseram as fontes, em um esforço para esfriar o mercado depois da elevação do preço do petróleo para 80 dólares (292 reais) o barril, em meio a temores de escassez no fornecimento.

Ainda não foi definida uma cifra definitiva porque dividir a produção excedente entre os participantes do acordo poderia ser complicado, disseram as fontes.

“As conversações atuais estão destinadas a reduzir o nível de cumprimento a 100 por cento, mais para os países da OPEP que para os não membros”, disse uma fonte.

A OPEP pode decidir elevar a produção petroleira já em junho em razão das preocupações sobre o fornecimento do Irã e Venezuela e os temores de Washington de que a elevação do preço do petróleo vá longe demais, disseram fontes do setor do petróleo e da OPEP.

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