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Tottenham pede mais de 1 bilhão de reais por Harry Kane

Presidente do clube de Londres não se nega a vender sua estrela, mas lhe põe um preço recorde diante da insistência de um intermediário que diz representar o Real Madrid

Harry Kane Tottenham Juventus
Harry Kane marcou o gol da vitória sobre o Arsenal. Reuters

O Tottenham estabeleceu um preço para vender Harry Kane: 350 milhões de euros (1 bilhão e 400 milhões de reais). Essa é a resposta de Daniel Levy, presidente do clube do norte de Londres, à consulta de um agente que há uma semana sondou a situação do atacante, principal esperança dos Spurs para avançar nas oitavas da Champions League contra a Juventus. O intermediário, que presta serviços a alguns dos principais clubes da Europa, disse atuar em nome do Real Madrid, segundo fontes próximas ao Tottenham.

Famoso por sua destreza como negociador, Levy informou duas coisas. Primeiro, que está disposto a pôr o atacante no mercado; e segundo, que só o venderia por um preço recorde absoluto na história das transferências em um setor notoriamente inflacionado nos últimos anos. Levy foi o primeiro dirigente a alcançar a cota dos 100 milhões de euros na negociação de um jogador quando vendeu Gareth Bale ao Real Madrid, em 2013. Desde então, quatro atletas superaram essa linha. Paul Pogba foi da Juve para o Manchester United por 105 milhões de euros em 2016; Dembélé foi transferido do Dortmund ao Barcelona por 105; Neymar migrou de Barcelona para Paris por 222 e, o último, Philippe Coutinho, do Liverpool ao Barcelona por 160.

Autor do gol da vitória no derby que sua equipe disputou neste sábado contra o Arsenal (1 a 0) em Wembley, o camisa 9 da seleção inglesa integra o grupo de jogadores mais valorizados pelos analistas que trabalham para os clubes líderes de faturamento na Europa. Ao lado de Lionel Messi, Mbappé, Neymar e Pogba, ele forma o quinteto dourado. Aos 24 anos, ele é o artilheiro da Premier League com 23 gols e avaliado pelo Transfermarkt em 120 milhões de euros (485 milhões de reais), mesmo valor atribuído a Mbappé, por quem o PSG pagou 180 milhões no verão passado.

Além dos fatores técnicos, há elementos intangíveis que incrementam a cotação de Kane. Sua condição de inglês, o apelo comercial de sua figura e a consciência de ser a referência de um clube singular, acrescentam obstáculos em qualquer negócio. Diferentemente de Bale, seu antecessor como estrela do Tottenham, Kane não se incomoda com a ideia de encerrar a carreira no clube onde jogou toda sua vida. Mauricio Pochettino, seu treinador, o incentiva a seguir os passos de Francesco Totti na Roma e se aposentar na equipe que o formou.

A notícia do preço de Kane provocou um efeito cascata no circuito dos clubes mais ricos da Europa. Parte do alvoroço consiste na difusão de mensagens capciosas, como o anúncio da possível negociação de Robert Lewandowski, o goleador do Bayern, com contrato até 2021. O atacante polonês, de 29 anos, desmentiu veementemente estas informações, declarando que se tratam de "especulações". Talvez não suspeite que há dirigentes que, usando o nome de Lewandowski como chamariz, acham que poderão reduzir o preço de Kane em um mercado onde a oferta de grandes goleadores é escassa.

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