NFL | Super Bowl LII

New England Patriots tentam fazer história com seu sexto Super Bowl

O melhor ataque e a melhor defesa da temporada se enfrentam neste domingo, na final da NFL

Jogadores dos Patriots numa partida da temporada
Jogadores dos Patriots numa partida da temporadaBill Wippert (AP)

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Os New England Patriots têm neste domingo, 4 de fevereiro, um encontro com a História (21h30 pelo horário de Brasília, com transmissão exclusiva pelo canal ESPN). Se conseguirem vencer os Philadelfia Eagles, serão a equipe com mais Super Bowls na história do esporte, ao lado dos Steelers de Pittsburgh. Em sua décima participação na final da NFL, os veteranos Pats, ganhadores do campeonato da temporada passada, enfrentarão um adversário modesto, que não levanta o troféu nacional desde 1960.

“Não são menos favoritos. Não há supostos perdedores neste jogo”, disse o homem mais conhecido dos Patriots, Tom Brady, diversas vezes na última semana. O famoso quarterback sabe que neste duelo não se pode levar em conta o resto da temporada: na edição passada, os Pats, superiores ao rival, os Atlanta Falcons, perdiam por 25 pontos no terceiro quarto. Em questão de minutos, Brady reapareceu e deu o título ao seu time. Uma final é uma final.

Na prática, será o melhor ataque contra a melhor defesa. O ataque dos Pats e seu esquema ofensivo são melhores que os dos Eagles. O veterano quarterback Brady, com oito atuações na final e uma arrancada que poucos conseguem deter, terá como oponente na mesma posição Nick Flores, um jovem que nunca disputou o Super Bowl e que deixou de ser reserva para se tornar titular há poucos meses, na partida mais importante do ano. Brady se reinventa e penetra nas defesas. É imparável, como mostrou em Houston na última temporada. Mas agora terá diante de si, segundo os dados, a melhor defesa da liga: os Eagles dominam os rankings de interceptações e bloqueios. Foles, por sua vez, gera dúvidas por sua volatilidade e inconstância. Se mantiver o nível que demonstrou há poucos dias, nos playoffs, contra os Minnesota Vikings (38-7), os Pats podem ter um problema. Do contrário, dizem os analistas, eles vencerão a batalha.

As duas equipes têm o mesmo histórico nesta temporada: 13 vitórias e três derrotas. Para os Patriots, será a terceira disputa do campeonato nacional nos últimos quatro anos. Os Eagles não jogam a mítica partida desde 2005, quando o time de New England os derrotou por 24-21. Neste domingo, os “pássaros”, como é conhecida a equipe da Filadelfia, têm a chance de uma revanche.

Mas o filme muito bem pode ser outro. Como acontece todos os anos, e como bem sabe Brady, as estatísticas, os números e boa parte dos favoritismos não importam no Universo Super Bowl. O que mais influi são a magia e a loucura desse duelo. O encontro acontece após uma semana de altíssima pressão midiática, treinos constantes e infinitos atos com patrocinadores e seguidores. As condições são muito diferentes das de qualquer outro jogo do ano. E quando dezenas de jogadores desfilarem no campo, ao som do hino dos Estados Unidos, no gramado estarão apenas Brady e Foles – a experiência contra juventude – com o perfil ofensivo e defensivo de suas equipes. Ao seu redor, mais de 65.000 pessoas rugirão das gélidas cadeiras do estádio U.S. Bank em Minneapolis (Minnesota).

Milhões de norte-americanos deixarão de lado sua rotina, neste domingo, para assistir ao maior evento do esporte nesse país. Pela 52.a vez, a audiência da TV alcançará níveis máximos, e as vendas de asinhas de frango e cerveja vão disparar. Alguns vão brindar pelo jogo. Outros pelo show do intervalo, que este ano terá como protagonista o cantor Justin Timberlake. E muitos outros, porque simplesmente é o Super Bowl, um dos eventos mais midiáticos do mundo.