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Caixa alemão passa seis meses contando à mão um milhão de moedas de uma herança

O morto, motorista de caminhão, acumulou durante 30 anos mais de duas toneladas do extinto marco

Imagem das novas moedas de cinco euros.
Imagem das novas moedas de cinco euros.

A alegria de alguns foi uma tarefa tempestuosa para outros. Durante seis meses, um trabalhador do banco alemão Deutsche Bundesbank se dedicou ao árduo trabalho de contar, manualmente, uma por uma, 1,2 milhão de moedas que um homem deixou de herança à família em maio. O morto acumulou, ao longo de 30 anos, mais de 2,5 toneladas de moedas de 1 e 2 centavos do extinto marco alemão.

Wolfgang Kemereit não imaginou que sua vida mudaria de repente e que passaria meio ano contando moedas fora de uso. A deterioração destas - algumas estavam enferrujados e grudadas umas à outras - obrigou o empregado da agência do banco localizada na cidade de Oldenburgo, de aproximadamente 161.438 habitantes, a usar as mãos em vez de uma máquina, revelou a NDR1, a televisão pública alemã.

Kemereit não teve escolha senão enfrentar essa tarefa com a cabeça erguida. “Adoro esse tipo de trabalho, nesse sentido não tenho nenhum problema com a tarefa”, afirmou o funcionário, que disse que levava uma hora para contar cada saco.

O morto era um motorista de caminhão que guardou durante mais de 30 anos, em sacos plásticos, a moeda que foi oficialmente extinta em 1999, quando o euro entrou em circulação. Ao receber o vultuoso legado, os herdeiros recorreram à agência do banco central de Oldenburgo.

Kemereit calcula que a soma acumulada pelo falecido seja de 8.000 euros (cerca de 24.000 reais).