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Facebook lucra 71% a mais no segundo trimestre

A maior rede social da Internet tem mais de 2 bilhões de usuários e sua receita cresceu 45% em um ano

Centro de dados do Facebook no Oregon, EUA. Lucro do Facebook
Centro de dados do Facebook no Oregon, EUA. AP

O Facebook se beneficiou com o grande aumento da demanda publicitária na Internet, ampliando em 71% seus lucros no segundo trimestre de 2017, que chegaram a 3,89 bilhões de dólares (12,2 bilhões de reais). A plataforma social obteve uma receita de 9,32 bilhões de dólares (29,2 bilhões de reais), 45% a mais que no mesmo período do ano passado. Seu aumento no volume de negócios é o dobro do registrado pelo Google, seu grande rival no campo publicitário.

Assim como o conglomerado Alphabet, o Facebook está lutando para ficar com a maior fatia dos investimentos feitos pelos anunciantes em conteúdo audiovisual. Trata-se de um mercado que está crescendo ao ritmo de 20% ao ano. A empresa de tecnologia do Vale do Silício já está negociando com companhias de mídia e grupos de entretenimento para adquirir ou produzir conteúdo original e, com isso, diversificar suas fontes de receita.

O Facebook já vem alertando há algum tempo os investidores de que sua principal fonte de caixa está moderando seu crescimento. É o caso do News Feed. A plataforma social comandada por Mark Zuckerberg conta atualmente com 2,01 bilhões de usuários mensais ativos − um aumento anual de 17%. Desse total, 1,32 bilhão usam o aplicativo diariamente. Além disso, a empresa tem 700 milhões de usuários no Instagram.

As ações do Facebook valorizaram 40% neste ano e são negociadas a 165 dólares. A empresa, com um valor de mercado de quase 477 bilhões de dólares (1,49 trilhão de reais), está ao mesmo tempo aumentando os investimentos de capital na construção de centros de dados que deem apoio a seu ecossistema, que inclui os aplicativos Messenger e WhatsApp, cada um com mais de 1,2 bilhão de usuários.

Os investidores seguem bem de perto a evolução dos gastos. Os custos cresceram 33% em relação ao segundo trimestre de 2016, alcançando 1,44 bilhão de dólares (4,52 bilhões de reais). Entretanto, esses custos têm subido num ritmo menor que a receita, embora esse ritmo deva aumentar até o final do ano. O Facebook conta neste momento com 35 bilhões de dólares em efetivo (110 bilhões de reais) para gastar e conter a ameaça de rivais como Twitter e Snapchat.

Os analistas opinam, com base nesses resultados, que dificilmente isso seria um obstáculo para que o Facebook continue crescendo. O envolvimento dos usuários chega ao ponto do vício. Os analistas destacam também que 15 milhões de empresas já têm perfil no Instagram. Além disso, não há barreiras regulatórias que o impeçam de transferir seu domínio para empresas que venha a adquirir, como fez com o WhatsApp.

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