Tulio Hernández, o jornalista que Maduro queria ver na cadeia

O colunista fugiu de seu país depois de conclamar os jovens a se defenderem dos ataques das forças do presidente em uma das manifestações de oposição

Tulio Hernández conversa com Juan Cruz. PV-QUALITY

No dia 16 de maio de 2017, Maduro caiu com tudo sobre Tulio Hernández. O jornalista venezuelano, colunista prestigiado do El Nacional, autor do livro Una nación a la deriva [Uma nação à deriva], conclamou os jovens a se defenderem dos ataques das forças do presidente em uma das manifestações de oposição. Em pronunciamento público, o mandatário pediu à Justiça que colocasse Hernández na prisão, o que levou o jornalista a percorrer um longo caminho por terra que o levou à Colômbia, onde encontrou refúgio. Disfarçado e usando um passaporte que não conseguiram lhe retirar, chegou ao país vizinho e dali viajou para a Espanha, onde vive hoje em dia. Como em um exílio, fora da prisão que o seu próprio país teria sido para ele. Enquanto isso, César Miguel Rondón, um dos maiores comunicadores venezuelanos e que recebeu de Maduro a mesma denúncia dirigida aos magistrados –que dependem do presidente-- para que o prendessem, está detido na Venezuela. Rondón não viajou por terra à Colômbia. Tentou pegar um avião e teve o seu passaporte retido no aeroporto. Agora, sua prisão é o seu país. Tulio Hernández, 61 anos, escritor, jornalista, conta aqui a sua história de viajante a contragosto.

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