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As cinco promessas cumpridas por Obama e as seis não cumpridas

Após oito anos, o maior problema do presidente foi a obstrução à sua política interna no Congresso

Discurso de Obama
Foto de arquivo de novembro de 2008, durante a campanha eleitoral em Chicago. AFP

Barack foi dois 'Obamas'. O primeiro, durante o mandato que iniciou em 2008, quando a inação por medo de impor projetos sem consenso o deixou com os níveis de popularidade mais baixos de seu período como governante e com uma imagem de líder desanimado. O segundo apareceu já na cerimônia de posse de seu segundo mandato, em 2012, quando se comprometeu a ser um político de ação. Isso serviu para alguma coisa? De todas as promessas que fez nos dois mandatos, relacionamos cinco que foram cumpridas, seis que não e uma que ficou no meio termo.

Janeiro de 2009, no discurso de posse: “Ao mundo muçulmano: buscamos um novo caminho adiante, com base em interesses mútuos e mútuo respeito”

Em um discurso na Universidade do Cairo destinado a enterrar tabus, superar hipocrisias e fazer história, Barack Obama acabou com o antagonismo entre o islã e o Ocidente e convidou os muçulmanos a isolarem os extremistas e assumir seu papel como parte de uma civilização que defende a tolerância, a democracia e a paz. Em 2016 vetou a lei que permitia julgar a Arábia Saudita pelo 11 de Setembro.

Campanha de 2008: Obama disposto a negociar com Cuba

O ainda candidato democrata à presidência dos EUA se comprometeu a negociar com o regime cubano “sem precondições” e a participar pessoalmente dessa negociação “se isso servir para fazer avançar a causa da liberdade e da democracia” em Cuba, em um almoço da Fundação Nacional Cubano Americana. Em março de 2016, Cuba e EUA selaram uma nova era de relações com a visita de um presidente norte-americano à ilha pela primeira vez em 88 anos.

Janeiro de 2009: "Estados Unidos devem desempenhar seu papel e ajudar a iniciar uma nova era de paz"

O presidente norte-americano apresenta um plano de ajuda econômica para o Oriente Médio e o norte da África e mostra seu apoio aos processos de transição na região.

Janeiro de 2009: “Trabalharemos sem descanso com velhos amigos e antigos inimigos para reduzir a ameaça nuclear”

EUA e Rússia cortam seu arsenal nuclear e os Estados Unidos e Irã alcançam um histórico pacto nuclear.

Janeiro de 2010, em debate do Estado da União: suprimir a lei contra os homossexuais no Exército

O presidente dos EUA ratificou a lei que revogava a proibição dos gays de servirem abertamente no Exército do país, que esteve em vigor durante os 17 anos anteriores e permitiu a expulsão de 13.000 soldados. Já na campanha eleitoral de 2008, Barack Obama se comprometera a conseguir que o Pentágono aceitasse que os homossexuais vestissem o uniforme militar sem ter de esconder sua sexualidade, algo que requeria a mobilização do Congresso. Depois, em julho de 2011, endossou a validade federal do casamento gay.

17 de dezembro de 2012, após o massacre na escola de Sandy Hook: Controle de armas

O vice-presidente Biden pôs em andamento em janeiro de 2013, e por ordem de Obama, uma série de medidas para controlar as armas nos EUA. No final de seu mandato ainda estava tentando lançar ofensivas desesperadas para tentar que a Câmara e o Senado respaldassem as propostas.

2008: Retirada do Afeganistão

Ao contrário do que havia prometido em 2008, Obama teve de adiar a saída das tropas. Seu último compromisso foi mantê-las somente até o final de seu mandato, em janeiro de 2017. No entanto, não pôde cumprir sua meta.

Campanha de 2008: Reforma migratória

Embora o Senado tenha aprovado a lei para a reforma do sistema de imigração, ela foi bloqueada pelo Supremo Tribunal e se encontra suspensa. De qualquer modo, Donald Trump anunciou que a revogará.

Janeiro de 2009: Fechamento da prisão em Guantánamo

No primeiro dia da era Obama, o presidente fixou uma data para o fim das instalações prisionais de Guantánamo. Era janeiro de 2009 e a data de fechamento do centro de detenção incrustrado em território cubano era de um ano. Oito anos depois a prisão continua na base. Em fevereiro de 2016 fez sua última tentativa com uma firme declaração para fechá-la. No Capitólio o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, declarou o projeto um cadáver: “Pela lei atual seria ilegal transferir prisioneiros de Guantánamo a território norte-americano”, sentenciou o senador por Kentucky.

Janeiro de 2009: Erradicar a pobreza

“Aos habitantes dos países pobres; nos comprometemos a trabalhar ao lado de vocês para conseguir que suas terras floresçam e que a água potável flua; para dar de comer aos corpos desnutridos e saciar as mentes sedentas.” O relatório da Fundação Bertelsmann prova o contrário.

2011: "Podemos nos tornar o primeiro país a ter um milhão de veículos elétricos em operação em 2015"

Apesar dos esforços, os carros elétricos nos EUA não chegam a meio milhão.

Setembro de 2009: "Chegou o momento de aprovar a reforma da saúde"

Mesmo com todo o tipo de entraves e problemas, com a ameaça de Donald Trump de revogá-la tão logo chegue ao poder, o programa conhecido como ‘Obamacare’ tem a aprovação do Supremo Tribunal e desde sua aprovação em 2010 ajudou cidadãos sem recursos a terem acesso a um plano de saúde.

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