Atentado em Berlim

Alemanha vigiou por um ano o autor do massacre de Berlim e conhecia sua periculosidade

Autoridades prendem um suspeito tunisiano ligado ao jihadista que atacou um mercado de Natal

Flores e velas em um mercado de Natal em homenagem às 12 vítimas do atentado de Berlim ocorrido em 19 de dezembro.
Flores e velas em um mercado de Natal em homenagem às 12 vítimas do atentado de Berlim ocorrido em 19 de dezembro.Sean Gallup / Getty

A polícia alemã investigou o suposto autor do atentado a um mercado de Natal em Berlim, Anis Amri, por pelo menos 13 meses de acordo com uma informação publicada pelo Süddeutsche Zeitung. O Procurador-Geral anunciou na quarta-feira a prisão de um tunisiano de 26 anos ligado a Amri, que morreu quatro dias depois do ataque em um tiroteio em Milão com a polícia italiana quando tentava escapar. De acordo com o porta-voz da Promotoria, a polícia revistou na terça-feira o quarto do jovem tunisiano, que teria jantado com Amri na noite anterior ao ataque em Berlim, embora não está confirmado que o suspeito tenha colaborado com o atentado.

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Na tentativa de reconstruir os passos de Amri, a polícia detalhou a rota do caminhão que se tornou em arma mortal. Logo após investir contra o mercado de Natal, o suposto autor, de 24 anos, foi até a estação Zoo do metrô, onde foi gravado por câmeras de segurança. Ali, mostrou o dedo índice para as câmeras, um gesto comum entre os jihadistas que juram fidelidade ao autoproclamado Estado Islâmico (EI). Os investigadores também comprovaram que a arma que a polícia italiana encontrou depois do tiroteio com Amri foi a mesma usada para matar em Berlim o motorista polonês do caminhão.

Cada novo detalhe sobre o que aconteceu lança mais dúvidas sobre a atuação das autoridades alemãs. De acordo com o jornal Süddeutsche Zeitung, a polícia investigou durante pelo menos 13 meses o homem que mais tarde acabou matando 12 pessoas e deixando cinquenta feridos. Graças à informação fornecida por informantes, os serviços de inteligência também sabiam que o tunisiano tinha contato com o EI, que planejava construir uma bomba e conseguir armas e cúmplices.

“Acreditamos que Amri vai continuar com seus planos de cometer um atentado”, escreveram os responsáveis pelo escritório criminal em Dusseldorf aos serviços de segurança em 17 de fevereiro. Apesar de todas essas informações, finalmente, o perigo de Amri foi subestimado e as autoridades decidiram retirar a vigilância.

A investigação sobre o ataque alemão também se estende a outros países. Depois de receber indícios de possíveis relações no país, a Promotoria suíça abriu uma investigação. E na Bélgica, a Promotoria federal informou que, após cometer o atentado, o tunisiano passou por Bruxelas vindo da Holanda na fuga que terminou na Itália, onde foi morto, segundo a agência Efe.

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