Atentado em Berlim

Polícia italiana mata o suspeito do atentado em Berlim durante tiroteio em Milão

Ao ser abordado por policiais em operação de rotina, Anis Amri sacou uma pistola e gritou “Deus é grande!"

Daniele Bennati (La Repubblica)

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Anis Amri, que era procurado desde segunda-feira por polícias da Europa como suspeito de ter cometido o atentado desta semana em Berlim, foi morto nesta sexta durante um tiroteio em Milão, Itália, segundo o ministro do Interior Marco Minniti. Em entrevista coletiva convocada às pressas, Minniti disse que "não há dúvida" de que o suspeito abatido é Anis Amri. O incidente ocorreu por volta de 3h desta sexta-feira (0h em Brasília) na praça I Maggio, segundo o jornal italiano La Repubblica. De acordo com a publicação, ele teria sacado uma pistola e gritado “Allahu Akbar” (Deus é grande) ao ser abordado por policiais numa operação de rotina. A identificação do suspeito foi possível graças a suas impressões digitais, segundo o jornal italiano.

Minniti corroborou essa versão. “Nesta noite, às 3h da madrugada, em Seso San Giovani, Milão, durante as atividades normais de controle do território, uma patrulha da polícia de Estado parou uma pessoa que era suspeita”, afirmou. “O homem, sem hesitar, imediatamente sacou uma pistola e disparou contra o agente de polícia que havia lhe pedido documentos para sua identificação, e em seguida a patrulha reagiu abrindo fogo”, prosseguiu Minniti. “Os agentes da polícia de Estado reagiram imediatamente. A pessoa que agrediu a nossa patrulha foi morta. Revelou-se, depois das averiguações pertinentes, que a pessoa morta era sem sombra de dúvida Anis Amri, o suposto autor do ataque terrorista em Berlim.”

De acordo com o ministro, o agente baleado é Christian Movio, que, graças a sua rápida reação, recebeu disparos em órgãos não vitais e está se recuperando no hospital. Amri era “o homem mais procurado em toda a Europa, e nós o identificamos e neutralizamos imediatamente. Isto significa que nossos serviços de segurança funcionam realmente bem”, acrescentou Minniti.

O tunisiano Amri chegou à ilha italiana de Lampedusa em fevereiro de 2011, depois da eclosão da Primavera Árabe. Cumpriu quatro anos de prisão na Itália por vandalismo, roubo e a tentativa de incendiar o centro de acolhida onde se alojava. Provavelmente, segundo seus familiares, foi na penitenciária de Palermo que ele se radicalizou, pois lá havia um importante núcleo de prisioneiros jihadistas.

A polícia alemã imaginava que Amri ainda estivesse em Berlim. Sua imagem havia sido registrada pela última vez por uma câmera de segurança, em frente a uma mesquita, horas depois de supostamente lançar um caminhão em alta velocidade sobre os frequentadores de uma feira de Natal na capital, deixando 12 mortos e dezenas de feridos. Também nesta sexta-feira, a polícia dinamarquesa havia informado que o suspeito se encontrava na cidade de Aalborg (Dinamarca).