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Grupo de chavistas invade o Parlamento venezuelano

Centenas de pessoas entraram à força no Palácio Legislativo para impedir uma sessão especial que discutiria um julgamento político contra o presidente Nicolás Maduro

crise venezuela
Venezuelanos que apoiam o Governo forçam a entrada no Parlamento, em Caracas. AP

Grupos chavistas tomaram de assalto a sede do Parlamento venezuelano neste domingo, enquanto ocorria uma sessão especial para discutir um julgamento político contra o presidente Nicolás Maduro. O vice-presidente da Assembleia Nacional, Enrique Márquez, se dirigia ao plenário quando escutou o clamor da multidão tentando entrar na sala de sessões. Imediatamente Capitolio TV, o canal por internet do Parlamento interrompeu a transmissão para cobrir o que estava acontecendo nos jardins do Palácio Federal Legislativo: uma multidão com a iconografia que distingue o chavismo e bandeiras do oficialista Partido Socialista Unido da Venezuela, gritando slogans e destruindo o que encontrava em seu caminho.

Mas foi no salão cerimonial, onde se reunia a antiga Câmara de Senadores, que ocorreram os piores abusos. O vereador opositor do município de Chacao, Manuel Rojas Pérez, informou ao EL PAÍS que as pessoas que entraram bateram nos convidados. Houve uma batalha campal e uma feroz troca de insultos e golpes. Foram jogadas cadeiras dos balcões e várias pessoas terminaram feridas. “Ficamos presos por vários minutos”, disse.

Depois do susto, o prefeito do município Libertador (centro-oeste de Caracas), Jorge Rodríguez, entrou na sede do Legislativo para tentar retirar seus seguidores. Foi visto subindo acima da multidão para persuadi-los a se retirar. Através da Internet, onde se podia acompanhar os incidentes na ausência de uma transmissão ao vivo da televisão aberta, era possível escutar fortes insultos contra o presidente do Parlamento e a promessa de que expulsariam a oposição, que controla esse poder desde janeiro “para devolvê-lo ao povo de Chávez”.

O debate foi retomado uma hora depois com intervenções do parlamentar chavista Elías Jaua e do presidente Henry Ramos Allup.

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