Ladrões armados assaltam quatro nadadores norte-americanos no Rio

O medalhista Ryan Lochte e três companheiros saíam de táxi de uma festa quando foram parados por um grupo armado fingindo ser da polícia

Ryan Lochte no Rio de Janeiro
Ryan Lochte no Rio de JaneiroDAVID GRAY (REUTERS)

O assalto a atletas olímpicos, e ainda norte-americanos zelosos ao extremo com a sua segurança, furou o enorme esquema policial e militar na cidade, formado por cerca de 85.000 homens convocados para garantir a ordem na Olimpíada. Lochte e os outros nadadores não entraram por engano em uma favela, como aconteceu com um trio de agentes da Força Nacional que foram baleados nessa semana, senão que saiam de uma festa na Casa da França na Lagoa, bairro rico da cidade e cenário de provas olímpicas.

O próprio Lochte confirmou o caso à rede de televisão NBC, depois de várias horas de especulações. “Pararam nosso táxi, e esses sujeitos saíram com um distintivo da polícia, sem o luminoso nem nada além desse distintivo da polícia, e nos tiraram do carro. Sacaram as armas e disseram aos outros nadadores que se deitassem no chão. Eles fizeram isso. Eu me recusei, não tínhamos feito nada errado, então não ia me deitar no chão”, relatou Lochte.

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O nadador, ouro no revezamento 4x200 metros livre nestes Jogos e amigo de Michael Phelps, acabou cedendo às exigências dos criminosos. “Então o cara sacou a arma, inclinou-a, colocou-a na minha cabeça e disse: ‘desce’, e pus as mãos para o alto. Tirou nosso dinheiro, pegou minha carteira. Deixou meu celular e minhas credenciais”, contou o nadador.

Nenhum deles está ferido, a Polícia Civil do Rio –que não sabia do caso– abriu investigação, e os atletas prometeram colaborar com as autoridades.

A primeira notícia sobre o assalto ao nadador partiu de sua mãe, Ileana Lochte, que descreveu o episódio como “aterrorizante”. Depois do assalto, Lochte ligou para sua mãe para lhe contar, e ela relatou o acontecimento para a imprensa norte-americana. Durante a manhã no Brasil, quando foram divulgados os primeiros detalhes do incidente, o Comitê Olímpico Internacional negou o episódio, e o comitê organizador dos Jogos evitou falar sobre o assunto por se tratar de “informações vagas”.

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