Jogos olímpicos

Conheça todos os tipos de saltos ornamentais com gifs de atletas

Este guia ajuda você a entender melhor as competições olímpicas desta modalidade

Os mexicanos Rommel Pacheco e Jahir Ocampo no centro aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro.
Os mexicanos Rommel Pacheco e Jahir Ocampo no centro aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro.Wong Maye-E

Neste dia 7 de agosto, tiveram início as competições olímpicas de saltos ornamentais no Rio de Janeiro. Ao longo de duas semanas, mais de 100 atletas de 22 países competirão para ganhar uma medalha (ou mais) no trampolim de 3 metros ou na plataforma de 10 metros, nas categorias individual e sincronizado ou em duplas.

Desde as primeiras medalhas conquistadas pelo saltador Joaquín Capilla, em Londres 1948, o México se colocou como um forte concorrente nesta modalidade dos Jogos Olímpicos. Os atletas daquele país que competirão nesta edição são Paola Espinosa, Rommel Pacheco, Alejandra Orozco, Jahir Ocampo, Iván García, Germán Sánchez, Dolores Hernández, Melany Hernández e Rodrigo Diego López. Você certamente os conhece, mas o que sabe, realmente, sobre o esporte que praticam? Conheça as regras básicas dos saltos ornamentais com este breve guia elaborado a partir de gifs de saltos realizados por atletas mexicanos.

Tipos

Nos Jogos Olímpicos, os saltos se dividem em seis tipos. Eles definem a posição em que o atleta deve iniciar e concluir o seu salto.

1. Para a frente. O saltador pula de frente para a piscina e cai no mesmo sentido, como faz Paola Espinosa neste gif:

2. Para trás. Começa de costas para a piscina e a queda deve se dar no mesmo sentido. Eis um exemplo de Alejandra Orozco:

3. Pontapé à lua. Começa de frente para a piscina e a queda deve se dar com o corpo de frente para o trampolim ou a plataforma. Iván García e Germán Sánchez o executam abaixo:

4. Revirado. Saída de costas e caindo para a frente de costas para o trampolim ou plataforma. Para entendê-lo melhor, veja Fernando Plata neste gif:

5. Parafuso. Pode começar ou terminar de frente ou de costas para a piscina, mas deve incluir uma volta sobre o eixo (como um parafuso). Jonathan Ruvalcaba e Rommel Pacheco nos servem de exemplo neste salto sincronizado:

6. Equilíbrio. O atleta salta em posição de parada de mãos (“bananeira”). Pode começar de frente ou de costas para a piscina e concluir em qualquer uma dessas direções. Aqui podemos ver Ruvalcaba realizando um desses saltos:

Posições

Depois de saltar do trampolim ou da plataforma, o atleta pode adotar quatro posições diferentes antes de cair na água:

a) Straight (Esticado). O corpo salta totalmente esticado, as pernas juntas e os braços sobre a cabeça, à altura dos ombros ou pegados ao corpo. Pacheco o faz da seguinte forma:

b) Pike (Carpado). O corpo dobrado na altura da cintura com as pernas esticadas e os braços esticados ou colados nas coxas. Joaquín Capilla, o maior medalhista olímpico mexicano até o momento, faz neste gif uma volta do tipo pike:

c) Tuck (Grupado). As pernas focam dobradas, coladas ao peito e os braços seguram as canelas (semelhante à posição fetal). Eis um exemplo de Iván García:

d) Free (Livre). O salto é realizado em qualquer uma dessas posições e uma volta sobre o eixo do corpo. Neste gif, Paola Espinosa executa um free com uma volta do tipo pike.

Como se avalia um salto ornamental?

Em suas avaliações, os árbitros consideram a posição inicial no trampolim ou plataforma, a partida ou salto, a execução das voltas ou posições e a entrada na água. Esta última tem de ser vertical, com o corpo ereto, os pés juntos e os polegares para cima. Nos saltos sincronizados, avaliam-se todos esses itens e, é claro, a sintonia entre os dois atletas na execução.

Uma vez concluído um salto, os árbitros exibem as pontuações. A contagem é muito semelhante à que os seus professores usavam para avaliar as suas provas na escola. No pior dos casos, o atleta pode levar um zero. Um salto insatisfatório pode receber de 0,5 a 2 pontos. Um não tão ruim, mas ainda insuficiente, uma pontuação entre 2,5 e 4,5. Se o salto ganhar entre 5 e 6, é porque foi satisfatório, mas nada de exuberante. Um bom salto pode receber de 6,5 a 8 pontos. Os melhores são avaliados em uma faixa de 8,5 a 10.

Como se qualifica um fincado?

Em suas avaliações, os juízes consideram a posição inicial no trampolín ou a plataforma, a saída ou o salto, a execução dos giros ou posições e a entrada à água. Esta última deve ser vertical, com o corpo reto, os pés juntos e os polegares para acima. Nos fincados sincronizados qualificam-se todo o anterior e claro, a similitud na execução de ambos atletas.

Uma vez que termina um fincado, os juízes mostram as pontuações. O puntaje é muito parecido ao que usavam teus profes para qualificar teus exames. No pior dos casos, o clavadista pode obter um zero. Um fincado insatisfactorio pode receber de 0,5 a 2 pontos. Um não tão mau mas deficiente obtém um puntaje entre 2,5 a 4,5. Se obtém-se um puntaje entre 5 a 6, o fincado foi satisfatório, mas nada apantallante. Um bom fincado pode receber entre 6.5 e 8 pontos. Os melhores qualificam-se em uma categoria de 8.5 a 10.