Olimpíada Rio 2016

Surfe e skate serão esportes olímpicos em Tóquio 2020

COI inclui cinco novos esportes nos Jogos: volta o beisebol, e entram também o karatê e a escalada

Skatista com a tocha olímpica, no último dia 24.
Skatista com a tocha olímpica, no último dia 24.NELSON ALMEIDA / AFP

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Os 28 esportes da Olimpíada do Rio 2016 vão virar 33 em Tóquio 2020, porque o Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou nesta quarta-feira o retorno do beisebol (com sua versão feminina, o softball) e a inclusão do surfe, da escalada, do karatê e do skate no programa da próxima Olimpíada. A ampliação foi aprovada por maioria, numa votação por pacote, e não em cada esporte individualmente.

Os cinco esportes, solicitados pelo comitê organizador da Olimpíada japonesa, de olho em audiências televisivas mais jovens, somarão 18 novas medalhas e 474 atletas participantes, num evento que já é desmesurado. Por isso, será necessário reduzir o número de provas dos esportes já presentes.

Na Olimpíada do Rio, que começa nesta sexta-feira, voltam o golfe, após mais de um século de ausência, e o rúgbi, a ser disputado numa modalidade abreviada, com apenas sete jogadores por time, em vez de 11. Os dois esportes passam por um teste. O golfe, por causa da ausência dos seus melhores jogadores no Rio, corre o riso de um novo ostracismo olímpico.

A inclusão do skate e da escalada propiciarão a criação de um espaço chamado de esporte urbano, junto com o já existente BMX (ciclismo em um circuito similar ao de motocross), numa clara concorrência com as competições específicas de esportes radicais. O karatê, a ser disputado no venerado Budokan, o palácio que acolheu o judô em Tóquio 1964, é uma concessão ao esporte de luta mais difundido no mundo, com grande penetração no Japão.

No caso do surfe, as únicas preocupações são com a ausência de ondas nos dias de competição e o rompimento da tradição desse esporte de não conceder medalhas de bronze. O beisebol, popularíssimo no Japão, novamente desperta as dúvidas que o levaram a ser excluído depois de Atenas 2004: a quase certa ausência dos grandes astros norte-americanos do esporte. Nas datas olímpicas, a MLB (liga dos EUA) está em pleno vapor, e as equipes geralmente se negam a ceder os seus melhores atletas. Além disso, a MLB é uma das ligas mundiais que não se submetem ao Código Mundial Antidoping, um dos requisitos básicos para que um esportista possa ser olímpico. O italiano Franco Carraro, membro do COI responsável pelo programa olímpico, admitiu que não houve negociações com a MLB e que é muito improvável que haja um acordo. Carraro cita a demora do tênis em aceitar o seu papel olímpico, um torneio que hoje os jogadores já consideram ser o quinto mais importante do seu esporte, atrás apenas dos quatro do Grand Slam. Para ele, o golfe padece de um problema semelhante ao do beisebol: os melhores do mundo consideram que o torneio olímpico não tem valor algum, e por isso não virão ao Rio. Se essa tônica se repetir em Tóquio, o golfe voltará ao ostracismo em 2024.

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