Peru

Kuczynski promete transformar o Peru em um país moderno até 2021

Ao tomar posse como presidente, economista descreveu propostas de mudança para seu mandato

Ao chegar na cerimônia no Congresso, simpatizantes do fujimorismo interromperam com gritos de “Força Popular”, o partido de sua rival, Keiko Fujimori, que está de férias nos Estados Unidos desde a semana passada.

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O líder de Peruanos pelo Kambio (PPK) chegou em seu carro particular, um Kia vermelho escuro, ao Congresso depois de receber duas condecorações no Ministério de Relações Exteriores; cumpriu com o juramento de estilo — alusivo à Constituição e à Igreja Católica — e depois assinou a ata de sua proclamação e fez o juramento como o novo chefe de Estado, em sua mensagem de 40 minutos enfatizou a necessidade de fornecer serviços universais e de qualidade em saúde e educação, e em reformar a justiça e a luta contra a corrupção.

O agora presidente propõe uma reativação da economia para fechar a desigualdade que atinge o país. Defendeu um ambicioso plano de infraestruturas que destrave a obras paralisadas ou atrasadas e elimine os obstáculos para o investimento privado. “Teremos muito mais construção e modernização de portos, aeroportos, estradas nacionais, um trem que ligue Lima e os gasodutos”, explicou.

Kuczynski afirmou que quer modernizar o Peru até o final do seu mandato: “Ser um país moderno significa ser um país honesto e não corrupto”, também enfatizou a igualdade de oportunidades e a redução das diferenças salariais.

O presidente solicitou o apoio do Congresso para criar uma autoridade especial dedicada a lutar contra a corrupção. “Saibam todos que não terei consideração com isso. Quem falhar vai acabar na justiça, que precisa ser profundamente reformada”, acrescentou.

Kuczynski destacou que a continuidade dos programas sociais é importante, mas anunciou que seu Governo vai atualizá-los e melhorá-los. “Devemos implementar programas de desenvolvimento produtivo, para garantir que nenhum peruano ou peruana volte para a pobreza”, disse. Também prometeu que em 2021 o país será reconhecido como uma democracia onde os direitos humanos são respeitados e, em particular, os das minorias.