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Barcelona assume a culpa no caso Neymar

Dirigentes do clube, Josep Maria Bartomeu e Sandro Rosell, seriam inocentados

Caso Neymar
Neymar no tribunal. EFE

A diretoria do FC Barcelona se reunirá a partir das 14h (9h em Brasília) para ratificar o acordo negociado entre os advogados do clube, o Ministério Público e a Advocacia do Estado no chamado caso Neymar. O acordo obrigaria inicialmente o Barça, como pessoa jurídica, a pagar cerca de cinco milhões de euros (19,2 milhões de reais) por fraude fiscal nos exercícios de 2011 e 2013. A entidade assumiria assim o erro de não ter feito as retenções correspondentes quando o jogador brasileiro se transferiu do Santos para o Barcelona.

O presidente do clube, Josep Maria Bartomeu, e seu antecessor Sandro Rosell, por sua vez, ficariam inocentados das acusações – pelas quais a promotoria pediu penas de dois anos e três meses de prisão, no caso de Bartomeu, e sete anos e meio, no caso de Rosell. Fontes do clube esperam também a que o acordo judicial contribua para resolver uma segunda disputa, aberta pela empresa DIS, que detinha parte dos direitos sobre Neymar.

O acordo, negociado nas últimas semanas, já provocou algumas críticas segundo as quais o clube não pode arcar com a má gestão das diretorias presididas por Rosell e Bartomeu, ainda mais porque ambos moveram uma ação de responsabilidade contra a diretoria presidida por Joan Laporta assim que chegaram ao FC Barcelona, em 2010.

O caso Neymar foi justamente um dos estopins da saída de Rosell da presidência azul-grená, sobretudo depois que o preço pela contratação do jogador brasileiro foi subindo até se aproximar de 100 milhões de euros (384 milhões de reais, pelo câmbio atual).

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