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Submarino se junta às buscas do avião da EgyptAir

Presidente do Egito não descarta nenhuma hipótese como motivo da queda

Militares egípcios na operação de busca do MS804. / Reuters-Quality

O ministério egípcio do Petróleo enviou neste domingo um submarino para participar dos trabalhos de busca dos restos do avião da EgyptAir que caiu na quinta-feira no Mediterrâneo, a 290 quilômetros da costa egípcia. O presidente do Egito, Abdelfattah al-Sisi, anunciou esse reforço das operações durante um discurso em que também prometeu divulgar os resultados da investigação assim que elas terminarem.

Al-Sisi pediu que sejam evitadas especulações sobre o motivo da queda. “Até agora, todos os cenários são possíveis, então, por favor, é muito importante não dizermos que há um cenário concreto”, afirmou o governante militar durante a inauguração de uma fábrica de fertilizantes. Ele advertiu que a investigação sobre o caso poderá demorar bastante, mas admitiu que não há como ocultar os fatos.

Também neste domingo, o chefe da investigação, Ayman al Moqadem, anunciou que o relatório sobre o sinistro “será publicado em um mês (...) e incluirá toda a informação recolhida até o dia da sua publicação”, segundo o jornal estatal egípcio Al Ahram. Al Muqadem disse que os destroços do avião, que estão sendo recolhidos pelas equipes de salvamento e resgate, serão guardados em um armazém especial no aeroporto internacional do Cairo, para posterior análise. O responsável negou, além disso, que sua comissão tenha recebido sinais que indiquem a localização das caixas-pretas do avião.

As operações de busca e recuperação de peças no Mediterrâneo transcorrem numa área de 65 quilômetros de raio, que, segundo o presidente da EgyptAir, Safwat Moslem, poderá ser ampliada se for necessário. No sábado, as Forças Armadas do Egito divulgaram as primeiras imagens dos fragmentos do Airbus 320. A Marinha egípcia localizou restos humanos, fragmentos do avião e objetos pessoais dos viajantes a 290 quilômetros da costa do país. Estavam a bordo do avião, na rota Paris-Cairo, 56 passageiros, sendo 30 cidadãos egípcios e 15 franceses, além de 7 tripulantes e 3 seguranças.

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