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Ted Cruz renuncia e Trump fica a um passo de ser o candidato republicano

Resultado anula opções para frear o magnata. Entre os democratas, Sanders lidera por estreita margem

Ted Cruz, nesta terça-feira, pouco antes de anunciar sua renúncia.
Ted Cruz, nesta terça-feira, pouco antes de anunciar sua renúncia.CHRIS BERGIN (REUTERS)

Pouco depois do fechamento das seções eleitorais em Indiana, no Meio Oeste dos EUA, os meios de comunicação projetavam a vitória do bilionário nova-iorquino, a sua 28ª. nestes três meses de comícios e votações. O republicano levou todos os 57 delegados em jogo em Indiana, somando agora 1.053 dos 1.237 necessários para garantir sua aclamação na convenção partidária de julho.

Seja como for, é improvável que Trump consiga garantir matematicamente a indicação antes das primárias da Califórnia, no mês que vem, mas a nova vitória afasta o fantasma de chegar à convenção sem maioria absoluta. Faltam-lhe 184 delegados para isso, e as projeções mais pessimistas para Trump indicam que ele tem 120 garantidos nas primárias de Virgínia Ocidental, Nova Jersey, Washington, Oregon e Novo México. Os 60 delegados restantes poderiam ser facilmente obtidos na Califórnia, onde há 172 em disputa, e Trump lidera as pesquisas.

Cruz, que ganhou em nove Estados e soma 565 delegados, havia transformado Indiana em um objetivo central da sua campanha. Teoricamente, era um território propício ao senador, com uma sólida base de eleitores conservadores e religiosos – em Indiana, das últimas 10 eleições presidenciais os republicanos venceram 9.

A apuração, entretanto, confirmou o avanço de Trump que as pesquisas já indicavam nos últimos dias. Neste esforço final, Cruz tentou – em vão – mobilizar o eleitorado com o apoio do governador local, anunciou o nome da sua hipotética candidata a vice e selou um surpreendente pacto com John Kasich, terceiro colocado na disputa, para que este se abstivesse de fazer campanha no Estado.

Vantagem mínima para Sanders

No campo democrata, com 40% dos votos apurados, o senador Bernie Sanders lidera com uma apertada vantagem sobre Hillary Clinton (51,8% x 48,2%). Diferentemente do que ocorre entre os republicanos, os democratas de Indiana distribuem proporcionalmente os seus 92 delegados, o que permitirá a Hillary manter intacta a vantagem que já tem sobre Sanders.

A ex-secretária de Estado já se aproxima muito da indicação democrata, com 2.165 dos 2.383 delegados necessários – incluindo os chamados superdelegados, que não são escolhidos em primárias e podem votar livremente na convenção de julho.