Atentados em Paris

Estado Islâmico reivindica a autoria dos atentados: “início da tempestade”

O grupo jihadista afirma que oito terroristas foram responsáveis pelos ataques Mais de 200 pessoas ficaram feridas e ao menos 127 morreram no atentado

Policiais e Exército ocupam ruas de Paris e pontos turísticos após atentado.
Policiais e Exército ocupam ruas de Paris e pontos turísticos após atentado. GUILLAUME HORCAJUELO (EFE)

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou no sábado a autoria dos atentados em Paris, que causaram a morte de mais de 120 pessoas e centenas de feridos, por meio de um arquivo de áudio e um documento de texto divulgados em fóruns jihadistas na internet.

"Oito irmãos, com cinturões explosivos e fuzis, atacaram lugares minuciosamente escolhidos, no coração da capital francesa", diz o comunicado. Segundo os terroristas, o estádio onde a seleção de futebol da França enfrentava a da Alemanha foi escolhido porque os dois países formam parte da coalizão contra o EI, e, além disso, o presidente francês, François Hollande estava no local, assistindo ao jogo.

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A sala Bataclan também foi alvo dos jihadistas "porque reunia centenas de idólatras em uma festa perversa".

"Paris tremeu sob seus pés, e suas ruas se transformaram em muros. O resultado dos ataques é, no mínimo, de 200 cruzados mortos e ainda mais feridos, graças a Deus”, se vangloria o comunicado, onde explica que os terroristas explodiram seus cintos no meio dos infiéis, “depois que ficaram sem munição”.

No comunicado o ISIS ameaça de novo a França: “A França e aqueles que a sigam, continuam sendo os principais alvos do Estado Islâmico”. Os jihadistas culpam o Estado francês por participar da coalizão contra o ISIS na Síria e no Iraque com ataques aéreos, “por terem insultado” Maomé e “terem se gabado de lutar contra o islã” na França. “Este ataque não é mais do que o início da tempestade”, adverte.

Vítimas socorridas na casa de shows Bataclan.
Vítimas socorridas na casa de shows Bataclan.

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