Atentados em Paris

O que já se sabe sobre os atentados terroristas em Paris

Todos os dados confirmados dos ataques na capital francesa

Assim está a investigação dos atentados

- A Bélgica e a Síria são os epicentros nos quais foram planejados os ataques jihadistas de Paris que causaram a morte de 129 pessoas.

- Foram realizadas 127 detenções nas últimas 48 horas. Além disso, foram apreendidas 31 armas, quatro delas "de guerra", na noite do domingo para a segunda.

MAIS INFORMAÇÕES

- Cinco dos sete jihadistas suicidas que participaram dos atentados foram formalmente identificados.

- Vários dos terroristas identificados viviam em Bruxelas e seus arredores e foi lá que pelo menos um dos carros utilizados pelos terroristas foi alugado. Pelo menos três dos agressores identificados passaram algum tempo na Síria.

- O primeiro deles é Ibrahim Abdeslam, de 31 anos. Suicidou-se na sexta-feira em um restaurante do boulevard de Voltaire, onde feriu uma pessoa.

- O segundo é Bilal Hadfi, de 20 anos. Se matou junto ao Estádio da França. Residia na Bélgica e havia passado vários meses na Síria.

Salah Abdeslam.
Salah Abdeslam.

- O terceiro é Ismail Omar Mostefai, nascido em outubro de 1985 em Courcouronnes e que agora vivia em Chartres, a sudoeste de Paris, mas viajava às vezes à Bélgica. Foi identificado pela análise de um pedaço do dedo. O investigador confirmou que ele já havia sido detido em oito ocasiões e estava fichado com o islamismo radical. Seu pai, irmão e e cunhada foram detidos pela polícia.

- O quarto carregava um passaporte em nome de Ahmad Al Mohammad, nascido na Síria em 1990. Atacou o Estádio da França.

- Samy Amimour, nascido em 1987 em Paris, é o quinto. A França já havia expedido um mandato de prisão internacional para ele, que atacou a Bataclan. Segundo sua família, esteve na Síria em 2013.

- A França alertou a Espanha sobre a possível fuga de um envolvido ao país. É Salah Abdeslam, nascido em 1989 em Bruxelas e irmão de Ibrahim. A Bélgica emitiu uma ordem de prisão internacional para ele. Salah Abdeslam, junto com outros três atacantes, usou um carro para cruzar a Bélgica na madrugada de sábado. O carro foi revistado como parte dos controles fronteiriços impostos pelo Estado de emergência decretado pelo presidente François Hollande, mas as autoridades não o prenderam. "Não havia um alerta sobre ele quando chegou à fronteira", disse um policial.

- Em Paris, a polícia localizou no bairro de Saint-Denis o carro utilizado por vários jihadistas para matar dezenas de pessoas nos bares da cidade. Foram localizadas várias armas dentro do carro, dentre as quais três fuzis Kalashnikov.

- A descoberta do carro e das armas reforça a hipótese trabalhada pela polícia de que um ou vários terroristas conseguiram escapar. As forças de segurança estão convencidas de que, muito provavelmente, estão preparando outros ataques.

- Os autores dos ataques se comunicaram com membros do alto escalão do Estado Islâmico antes dos atentados.

- Três grupos coordenados realizaram os ataques. O promotor geral de Paris, François Molins, confirmou que foram sete terroristas. Seis deles morreram quando explodiram cintos com explosivos e o sétimo foi morto a tiros no Bataclan.

- A primeira das células era formada por um grupo de três terroristas preparados para explodir seus explosivos no estádio de Saint Denis. As outras duas células eram móveis e estavam dentro de dois veículos, um Seat Leon e um Volkswagen Polo, os dois de cor preta.

- Todos vestiam coletes com explosivos carregados com peróxido de nitrogênio e um botão detonador para controlar a explosão.

- Os investigadores encontraram, no sábado, um passaporte sírio próximo ao cadáver de um dos suicidas. O documento foi registrado em 10 de outubro na ilha grega de Leros, segundo o Governo grego. A Sérvia acrescenta que quatro dias depois a pessoa se registrou como refugiado em suas fronteiras. O episódio ainda é muito confuso.

- Sobre o passaporte egípcio encontrado nas imediações do estádio, o embaixador egípcio em Paris afirmou que pertence a uma das vítimas, que se encontra em estado grave.

Cronologia

- 21h20

Um terrorista detona sua carga explosiva perto do portão D do estádio de Saint Dennis. A explosão acaba com a vida do terrorista e de um pedestre.

- 21h25

Um grupo de homens armados abre fogo contra os terraços do bar Le Carillon e do restaurante Petit Cambridge. Empregaram no tiroteio "pelo menos uma centena de balas".

- 21h30

Um segundo terrorista detona sua carga no Estádio, próximo ao portão H. Somente ele morre.

- 21h32

Um grupo de homens armados abre fogo contra o bar À la Bonne Biere, na intersecção das ruas Fontaine au Roi e Faubourg du Temple.

- 21h36

Homens armados matam os fregueses no terraço do restaurante La Belle Equipe, na rua Charonne, próxima aos ataques das ruas Fontaine e Faubourg. Nove ficam gravemente feridos.

- 21h40

Um terrorista suicida detona seus explosivos dentro do restaurante Le Comptoir Voltaire no Boulevard Voltaire.

- 21h40

Ao mesmo tempo, um grupo de três terroristas chega à casa de shows Bataclan. Lá, após fazerem referências à situação do conflito na Síria e no Iraque, começam a atirar indiscriminadamente contra os espectadores.

- 21h53

Durante a tomada de reféns do Bataclan, um terceiro terrorista se suicida nas proximidades do Estádio da França.

- 00h20

A polícia francesa realiza uma operação contra o Bataclan logo após saber que os terroristas estão atirando. Os três morrem: um pelos disparos e os outros dois após detonarem seus explosivos.

Vítimas

129 pessoas morreram nos ataques, das quais 109 foram identificadas, e 99 se encontram em estado grave. Entre as vítimas, foi confirmada a presença de dois brasileiros. Um deles teve um pulmão perfurado por uma bala, mas não ficará com sequelas nem corre risco de morte.

As falsas informações sobre o atentado

Durante a noite surgiu a informação de que quatro policiais morreram tentando impedir os terroristas no Bataclan. A polícia nunca confirmou a notícia; um policial em trajes civis, entretanto, que não estava em serviço, foi assassinado na rua de Charonne.

Nas redes sociais também foram divulgadas várias informações falsas sobre os ataques. Durante os primeiros minutos após os tiroteios pelas ruas de Paris, foi publicada a imagem de um homem afirmando que era um dos terroristas. Informação totalmente falsa.

Outra notícia que circulou amplamente, e até mesmo um vídeo de 2 de novembro foi utilizado para acompanhá-la, foi um incêndio no campo de refugiados de Calais. Um pequeno incêndio acidental se transformou nas redes sociais em uma suposta represália pelos ataques, sempre com imagens antigas, algo desmentido pelas autoridades.

Uma imagem da sala Bataclan, momentos antes dos atentados, também foi divulgada pelas redes sociais. Essa fotografia não é do show de sexta-feira, mas de outro realizado meses antes.

Uma foto da casa de espetáculos Bataclan momentos antes dos atentados também foi divulgada nas redes sociais. A fotografia não corresponde ao show da sexta-feira, mas sim ao de outro, realizado meses antes.

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