crise na grécia

Alemanha fica com 14 aeroportos gregos privatizados

É um passo nas privatizações avalizadas pelo Governo como condição do resgate

Aeroporto de Tesalónica.
Aeroporto de Tesalónica.SAKIS MITROLIDIS (AFP)

Vários aeroportos, entre eles os das ilhas turísticas de Corfu, Mykonos e Santorini, serão geridos a partir de terça-feira pelo grupo alemão Fraport, segundo resolução do conselho de política econômica grego publicado no mesmo dia. A concessão dos 14 aeroportos regionais representa o primeiro passo no processo de privatizações, avalizado pelo Governo do Syriza como condição do terceiro resgate do país.

Após chegar ao Governo, Tsipras paralisou a concorrência para tentar introduzir mudanças nos termos das ofertas. Em abril teve, entretanto, que mudar suas pretensões. Ele se mostrou mais aberto a seguir adiante com a privatização parcial do porto do Pireu e dos 14 aeroportos regionais, o que representa uma clara concessão às exigências dos credores europeus.

A autoridade de privatização grega (Taiped) deu recentemente o sinal verde a uma operação que prevê um plano de investimentos de 330 milhões de euros (1,26 bilhão de reais) por quatro anos, e de 1,4 bilhão de euros (5,35 bilhões de reais) nos próximos quarenta. O vice primeiro-ministro Ioannis Dragasakis, e os ministros das Finanças, Euclides Tsakalotos; Economia, Giorgos Stathakis; e Energia, Panos Skurletis, assinaram a resolução, que não trouxe nenhuma mudança em relação às condições de licitação acertadas em 2014,

Um plano “ambicioso”

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A Fraport, uma empresa que gere, entre outros, o aeroporto de Frankfurt (Alemanha) administrará os aeroportos de Tessalônica, a segunda maior cidade grega, Kavala, no nordeste; Corfu e Zante, duas ilhas no mar Jônico, Chania e Cefalônia, na ilha de Creta, Aktion, no oeste; e os de Rodas, Kos, Samos, Mitilene, Mykonos, Santorini e Skiathos, todas ilhas do mar Egeu, cujo valor chega a 1,23 bilhão de euros (4,70 bilhões de reais).

O acordo de resgate à Grécia inclui a criação de um fundo de privatizações no valor de 50 bilhões de euros (191 bilhões de reais) cujos detalhes “estão sendo finalizados”, explicou na segunda-feira a porta-voz de Assuntos Econômicos da Comissão Europeia, Annika Breidthardt. O Eurogrupo (instância que reúne ministros de Finanças e outras autoridades da zona do euro) acertou “um plano de privatizações muito ambicioso”, disse a porta-voz, que deve estar funcionando “no final do ano”. “Tomamos nota de que a primeira decisão concreta foi adotada essa manhã”, afirmou Breidthardt, mas admitiu esperar ver “mais detalhes” no futuro.