Acidente com avião militar em Sevilha deixa pelo menos quatro mortos

A aeronave estava em um voo de teste e havia avisado dos problemas à torre de controle

Pelo menos quatro pessoas morreram neste sábado em um acidente com um avião militar de carga A400M em Sevilha, segundo informações das equipes de emergência da Espanha, que confirmaram que a aeronave levava seis pessoas no momento do acidente. As mesmas fontes declararam que há dois feridos em estado grave com vários traumatismos e queimaduras de segundo e terceiro grau. O outro ocupante está desaparecido. O avião, que estava em teste, caiu após a manobra de decolagem. O primeiro-ministro, Mariano Rajoy, afirmou que os tripulantes eram "compatriotas" e lamentou a sua morte.

Pouco depois de avisar no voo à torre de controle de problemas, o avião bateu em uma torre de alta voltagem. No local agora se veem uma montanha de cinzas, uma parte da torre de eletricidade derrubada, o cabo contra o qual colidiu o avião e os destroços da aeronave espalhados pelo campo, entre eles as rodas. Uma das primeiras pessoas a chegar ao lugar do acidente assegurou que “quase todo o avião virou cinzas”. A Unidade Orgânica da Polícia Judicial da Guarda Civil está encarregada da investigação.

Rajoy, que estava em pleno comício ao saber da notícia, expressou “pesar” pelo acontecido. “Solidarizamo-nos com as vítimas e suas famílias e manifestamos nosso pesar. Estamos ao seu dispor e de todas as famílias", afirmou Rajoy. “Neste momento tenho de pedir para dar por encerrado [este encontro], porque acabam de me comunicar que um avião Airbus se acidentou”, acrescentou. Todos os atos de campanha do PP e do PSOE previstos para este sábado foram suspensos.

O A400M é o maior avião militar a hélice do mundo e sua montagem final é realizada na fábrica da Airbus Military em Sevilha. A produção industrial do modelo começou em 2011 após alguns atrasos. O projeto nasceu em 2003 depois do acordo entre sete países (Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Turquia, Bélgica e Luxemburgo) que se comprometeram a comprar 180 unidades. O programa tinha um investimento inicial previsto de 20 bilhões de euros (60 bilhões de reais), despesa que aumentou em mais 11 bilhões pela quantidade de tecnologia exigida pelo modelo. A unidade do A400M que se acidentou ainda não tinha sido entregue a seu comprador e continuava sendo propriedade do fabricante europeu.

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No caso da Espanha, o Governo encomendou 27 aviões deste modelo. A primeira entrega estava prevista para o início de 2016. O objetivo é substituir os aparelhos americanos de transporte tático Hércules C-130, em serviço na Força Aérea desde 1973.

Embora o acidente tenha ocorrido fora do perímetro do aeroporto, o aeródromo foi fechado para pousos e decolagens porque não há bombeiros disponíveis. Os voos foram redirecionados para Málaga e Xerez.

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