Ahrendts, diretora da Apple, é a executiva mais bem paga dos EUA

Responsável pelas lojas da empresa do iPad recebeu mais de 250 milhões de reais Marissa Mayer, executiva-chefe do Yahoo, cai para o terceiro lugar

Angela Ahrendts, executiva de Apple
Angela Ahrendts, executiva de Applebloomberg

O universo corporativo dos Estados Unidos continua com pouquíssimas mulheres em cargos de alta direção. No topo da pirâmide aparecem somente 23 mulheres ocupando o cargo de executiva-chefe entre o meio milhar de empresas que integram o índice S&P 500. O círculo estreita-se quando a referência é o grupo de gestores mais bem pagos.

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Entre os cem executivos com as remunerações mais altas de empresas cotadas em Wall Street despontam oito mulheres. Angela Ahrendts, executiva da Apple, ficou na primeira colocação em 2014, com rendimentos que de acordo com a informação revelada aos acionistas chegam a 82,6 milhões de dólares (251 milhões de reais). Essa ex-chefe da Burberry começou a trabalhar há um ano para a Apple como responsável pelas lojas.

A Apple é a empresa com a maior capitalização da bolsa de valores e uma máquina de gerar liquidez. É uma realidade muito diferente da vivida pelo Yahoo, a empresa de tecnologia onde Marissa Mayer, executiva-chefe, continua trabalhando três anos após encontrar a fórmula para retomar o caminho frente à Google e o Facebook. Desta forma, Ahrendts tomou a primeira colocação de Marissa Mayer, que caiu para o terceiro lugar, entre as mais bem pagas.

Os ganhos da executiva do Yahoo chegam a 42,1 milhões de dólares (128,3 milhões de reais), de acordo com a informação enviada dias atrás ao regulador da bolsa de valores após a apresentação de resultados. No seu caso a premiação pelo seu rendimento é paga quase toda em ações, o que faz a remuneração ficar muito exposta ao andamento de Wall Street. Nos últimos seis meses a empresa perdeu 20% de seu valor de mercado.

Entre as executivas que ocupam o primeiro e o terceiro lugar está Safra Catz, que desde 2014 divide o cargo de executiva-chefe da Oracle com Mark Hurd. A remuneração da diretora informada aos investidores chega aos 71,2 milhões de dólares (217 milhões de reais) de acordo com o Bloomberg Pay Index, mas certamente aumentará no exercício de 2015 quando completar seu segundo ano à frente da empresa de tecnologia.

Ausentes

Entre as mulheres de Wall Street, poder e remuneração não andam juntos. A principal executiva no S&P 500 é Mary Barra. Mas a executiva-chefe da General Motors não entra na lista dos 100 diretores mais bem pagos entre as corporações cotadas dos EUA. No seu caso, a remuneração total chegou aos 16,2 milhões de dólares (49,37 milhões de reais) após seu primeiro ano liderando a empresa, com um salário-base de 1,6 milhão de dólares (4,88 milhões de reais).

A executiva-chefe da IBM, Ginni Rometty, que embolsou 19,3 milhões de dólares (58,82 milhões de reais), e a diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, com 17,6 milhões de dólares (53,64 milhões de reais) também não aparecem na lista da Bloomberg. Heather Bresch foi listada. A executiva-chefe da Mylan é a segunda executiva mais importante do S&P 500. Sua remuneração total é calculada em 40 milhões de dólares (121,90 milhões de reais).

Outra mulher que integra o seleto clube dos 100 executivos mais bem pagos nos EUA é Martine Rothblatt. A executiva-chefe da United Therapeutics embolsou no exercício de 2014 algo em torno de 33 milhões de dólares (100,57 milhões de reais) em salários e pagamentos de ações. Acima dela está Marillyn Hewson da Lockheed Martin, com aproximadamente 37 milhões de dólares (112,76 milhões de reais).

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